100 dias sob o Talebã: Afeganistão arrasado por miséria e fome

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Em um centro de distribuição de alimentos no sudeste de Cabul, no Afeganistão, pessoas famintas esperam por doações. O país está à beira da fome e, para agências de ajuda, a corrida é contra o tempo. Com os nervos à flor da pele, Nafisa implora por ajuda: “Tudo o que tenho é Deus e esta criança”, diz ela, acompanhada pelo filho deficiente. Cem dias após a chegada do grupo extremista Talebã ao poder, o diretor de operações da Cruz Vermelha internacional, Dominik Stillhart, fez um apelo para que doadores de outros países encontrem maneiras alternativas de ajudar a população carente do país, que já sofre com a desnutrição. Países do Ocidente, por outro lado, temem que os fundos sejam usados para financiar o terrorismo. Em hospitais infantis afegãos, a situação é alarmante. Crianças como Marwa, de quase um ano, lutam contra a desnutrição aguda sem poder contar com alguns recursos básicos. “O leite em pó que conseguimos no Afeganistão não tem os nutrientes necessários para bebês, e eu não produzi leite suficiente para amamentá-la, então ela ficou desnutrida”, lamenta a mãe da criança. Para o Talebã, o mundo precisa agir para evitar uma catástrofe ainda maior. "A comunidade internacional tem parte nisso, porque impôs sanções e outras medidas que levaram a uma crise humanitária no Afeganistão”, afirma Suhail Shaheen, porta-voz do grupo armado. Neste vídeo, a repórter da BBC News Yalda Hakim mostra as faces da crise no Afeganistão, que também enfrenta secas, cortes de ajuda humanitária e o colapso econômico. Confira.

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