1000 dias depois, não há culpados pelo rompimento da barragem de Brumadinho

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Aerial view of the Parque da Cachoeira neghborhood, hit by the tailing mud, in Bramudinho, Brazil, on February 4, 2021. - Brazilian mining giant Vale said on Thursday, February 3, it had reached an agreement to pay more than $7 billion in damages over the 2019 collapse of a dam at its Brumadinho mine, which killed 270 people. (Photo by DOUGLAS MAGNO / AFP) (Photo by DOUGLAS MAGNO/AFP via Getty Images)
Mesmo após mil dias, familias das vítimas de Brumadinho ainda vivem sensação de impunidade (Foto: Douglas Magno/AFP via Getty Images)
  • Tragédia de Brumadinho completa 1000 dias nesta quinta-feira (21)

  • Na última terça, STJ anulou a denúncia contra as duas empresas responsáveis e 16 pessoas envolvidas

  • No total, rompimento da barragem deixou 270 vítimas, sendo que oito ainda estão desaparecidas

Nesta quinta-feira (21), marcam-se mil dias desde o rompimento da Barragem de Brumadinho (MG). Até hoje, 262 vítimas foram encontradas, oito ainda estão desaparecidas e não há nenhum responsável pela maior tragédia ambiental do país, ocorrida em 25 de janeiro de 2019. 

Mesmo após 2 anos e 8 meses, muitas famílias ainda têm o sentimento de impunidade, já que ninguém foi responsabilizado pelo rompimento da barragem, nem mesmo as duas empresas responsável, a Vale e a TÜV SÜD, que havia sido responsável pelo laudo que garantia que a barragem era segura.

Alexandra Andrade, geógrafa e presidente da associação dos familiares das vítimas chama o ocorrido de “tragédia-crime”. Ela perdeu o irmão, Sandro Andrade, e um primo, Marlon Gonçalves, no rompimento da barragem.

View of the portraits of the victims of the January 25, 2019 dam collapse next to the city sign, during a tribute in Brumadinho, state of Minas Gerais, Brazil, on January 25, 2020, to mark one year since the disaster which killed 270 people. - Brazil marks the first anniversary of the Brumadinho dam collapse, one of the country's worst industrial accidents. Millions of tons of toxic mining waste engulfed houses, farms and waterways, devastating the mineral-rich region in the southeastern state of Minas Gerais. It was the second such disaster involving Brazilian mining giant Vale, one of the biggest mining companies in the world, in three years. (Photo by DOUGLAS MAGNO / AFP) (Photo by DOUGLAS MAGNO/AFP via Getty Images)
Em 25 de janeiro de 2020, após um ano do rompimento da barragem, familiares e amigos das vítimas fizeram homenagens (Foto: Douglas Magno/AFP via Getty Images)

“Quase três anos da ‘tragédia-crime’, quase três anos também de impunidade, ninguém preso, ninguém punido. A gente quer que as empresas sejam responsabilizadas e que as pessoas que contribuíram para o rompimento da barragem também sejam punidas”, disse em entrevista ao portal g1.

A Vale, a TÜV SÜD e outras 16 pessoas foram denunciadas em janeiro de 2020 pelo Ministério Público de Minas Gerais. No entanto, na última terça (19), o Supremo Tribunal de Justiça anulou a denúncia, por entender que o caso deve ser analisado pela Justiça Federal. A decisão foi da Sexta Turma do STJ.

Com a determinação, todos os denunciados deixam de ser réus. O Ministério Público de Minas garantiu que vai recorrer da decisão.

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