Mais 118 mortes por coronavírus na província chinesa de Hubei

Foto tirada em 19 de fevereiro de 2020 mostra técnicos de laboratório testando amostras de vírus em um laboratório em Hengyang, na província central de Henan, na China

As autoridades de saúde da China anunciaram nesta sexta-feira (noite de quinta no Brasil) que foram registradas mais 118 mortes na província de Hubei, elevando a 2.236 o número total de óbitos no país provocadas pela epidemia do novo coronavírus.

Num boletim anterior, o número de mortos nas últimas 24 horas era de 115 e o total de vítimas fatais era de 2.233.

A maior parte dos falecimentos no território chinês foi registrada na cidade de Wuhan, capital da província de Hubei e epicentro da doença.

Cerca de 75.000 pessoas foram infectadas pelo COVID-19 na China continental e centenas em mais de 25 países.

A Comissão de Saúde de Hubei relatou 411 novos casos de infecção nesta província, incluindo 319 em Wuhan, e o restante em várias cidades.

As autoridades chinesas informaram na quinta-feira que o método de contagem de portadores do novo coronavírus mudou novamente e agora incluirá apenas os diagnósticos obtidos através de testes de laboratório.

É a segunda mudança de critério em apenas oito dias, uma decisão que pode atrapalhar as estatísticas e complicar o monitoramento da disseminação da doença.

O governo chinês afirmou também que as medidas para restringir os deslocamentos, sobretudo o isolamento de mais de 50 milhões de pessoas em Hubei, começam a dar frutos.

"Os resultados mostram que nossos esforços para frear (a epidemia) funcionam", afirmou o ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi.

"As medidas firmes da China permitiram conter a propagação do vírus no país e em outras partes do mundo", completou Wang durante um encontro de ministros do sudeste da Ásia.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou na quarta-feira que "ainda é muito cedo" para falar de contenção do vírus, mas insistiu em que aconteceram "enormes progressos em pouco tempo".