Autoridades dos EUA não acusarão ninguém pela morte de Prince

Los Angeles (EUA), 19 abr (EFE).- O escritório do procurador do condado de Carver (Minnesota, Estados Unidos) anunciou nesta quinta-feira que não apresentará acusações contra ninguém pela morte do cantor americano Prince.

Mark Metz, procurador do condado de Carver, afirmou hoje aos meios de comunicação que, após completar quase dois anos de investigação, não têm "provas suficientes" para acusar ninguém pela morte do artista.

Astro indiscutível do pop e renovador da música negra nos anos 80 graças a discos como "Purple Rain" (1984) e "Sign o' The Times" (1987), Prince morreu em 21 de abril de 2016, aos 57 anos, por uma overdose acidental causada pelo consumo de fentanil, um potente opiáceo.

Após encerrar a investigação sobre sua morte, as autoridades admitiram hoje que não conseguiram determinar como o fentanil chegou às mãos de Prince, já que o músico não tinha prescrição médica para sua posse, e apontaram como hipótese que o cantor pode ter morrido ao consumir por engano Vicodin falso que, na realidade, continha fentanil.

"Infelizmente, as pastilhas de Vicodin falso (encontradas na casa de Prince) eram uma imitação exata das pastilhas de Vicodin real", disse Metz.

"Nada nas provas sugere que Prince ingeriu fentanil conscientemente", afirmou o procurador, que acrescentou que ninguém de seu círculo sabia que o músico tinha este potente analgésico.

As autoridades também não encontraram indícios de que o Vicodin falso que matou Prince fosse receitado por um médico nem encontraram pistas sobre quem pode ter lhe proporcionado essas pastilhas que finalmente acabaram com sua vida.

"Não há dúvida de que as ações de pessoas a seu redor serão criticadas e questionadas nos próximos dias, mas as suspeitas ou insinuações são categoricamente insuficientes para apoiar a apresentação de acusações", destacou o procurador.

O fentanil é um opiáceo "entre 30 e 50 vezes mais potente que a heroína e entre 50 e 100 vezes mais potente que a morfina", segundo detalhou Metz.

As autoridades encontraram várias pastilhas na residência de Prince em Paisley Park (Minnesota) e assinalaram hoje que uma parte "significativa" delas não estavam nos seus recipientes originais.

O procurador também esclareceu o papel do médico Michael Todd Schulenberg, que tratou Prince durante as semanas anteriores à sua morte e que hoje chegou a um acordo com as autoridades federais por meio do qual pagará US$ 30.000 de multa, mas não responderá acusações criminais.

Schulenberg examinou Prince e lhe proporcionou pastilhas de Percocet, que não tiveram nada a ver com a morte do artista.

As pastilhas de Percocet foram receitadas em nome de Kirk Johnson, agente de Prince, para proteger a privacidade do músico. EFE

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