18 anos depois, Vanessa Gerbelli volta a fazer mãe de Bruna Marquezine e celebra parceria: 'os olhinhos são os mesmos'

Danilo Perelló
·2 minuto de leitura

Se a vida é a arte do encontro, como dizia o poeta Vinicius de Moraes, é hora de Vanessa Gerbelli celebrar os reencontros. Isso porque hoje a reprise de “Mulheres apaixonadas”, no canal Viva, mostrará uma emblemática cena de sua carreira, em que sua personagem, Fernanda, leva um tiro nas ruas do Leblon. Nessa novela, ela interpretou a mãe de Salete, personagem de Bruna Marquezine. E agora quis o destino que elas voltassem a viver mãe e filha na série “Maldivas”, da Netflix. E não é que a vida tem sempre razão mesmo?

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— Eu olho para ela, e os olhinhos são os mesmos. O sorriso também. Me lembra muito a Salete. Teve momentos em que eu me emocionei contracenando, lembrei daquela época. Ela, criança, me ajudou muito nas cenas. E sei que eu também a ajudei. Temos aquela coisa de o santo bater, que não acontece com todo mundo — elogia Vanessa, destacando que os trabalhos da nova produção precisaram ser interrompidos por conta da pandemia.

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A cena do tiroteio foi um dos ápices da novela de Manoel Carlos. Isso porque a personagem de Bruna já vinha prevendo a morte da mãe. Na ocasião, a Globo fechou a Rua Dias Ferreira, e uma multidão se formou para acompanhar a gravação.

— As pessoas ficaram horas ali até o tiro acontecer. Quando tudo terminou, começaram a aplaudir. Foi diferente de gravar na rua e o público não saber qual é a cena. Não tinha percebido que as pessoas estavam tão engajadas nessa trama até aquele momento — recorda a atriz, que mergulhou numa reflexão: — Me gritavam na rua dizendo para eu não morrer. Me lembro de pensar que as pessoas não estavam percebendo que era mentira. Criei até questões filosóficas em relação a isso.

Violência carioca só piorou no atual cenário

Moradora do Rio, Vanessa reflete sobre a violência na cidade 18 anos depois de “Mulheres apaixonadas”.

— Infelizmente, piorou. Quanto maior a dificuldade do povo em se manter, se sustentar, quanto pior fica nossa saúde e nossa educação, a violência tende a piorar. E estamos em um momento muito difícil, muito obscuro — pontua a atriz, que, no entanto, avalia que a cena e as tramas de Maneco, ambientadas no Leblon, não tinham o intuito de fazer uma crítica social: — É o ponto de observação dele. Ele é um cronista, muito confessional. Na medida em que isso foi caindo no gosto do público, ele foi se aprofundando.

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