Greve geral na Argentina faz com que companhias brasileiras cancelem voos

BUENOS AIRES, ARGENTINA, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A paralisação geral que ocorre na Argentina nesta quinta-feira (6) afetou também os voos de companhias brasileiras com destino ao país vizinho.

Até 23h59 desta quinta, não haverá pousos nem decolagens em nenhum dos aeroportos argentinos. Além dos pilotos, estão em greve também os controladores das torres aéreas e os funcionários de aduana. Todos os voos estão cancelados, inclusive os da Latam, Gol e Azul.

Em comunicado, a Latam disse "oferecer alternativas" aos clientes afetados. A Azul informou que os clientes já tinham sido avisados do cancelamento e que haverá um voo extra nesta sexta (7) para atender aos passageiros que tinham voo nesta quinta.

A Gol disse que os clientes também haviam sido previamente informados e que eles foram reacomodados em outros voos regulares da companhia, além de ter criado oito voos extras para atendê-los fora do período da greve. A Avianca não opera voos do Brasil para a Argentina.

A administração do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande SP) afirmou, por volta das 16h, que 13 partidas e 11 chegadas foram canceladas, mas não havia problemas de atrasos ou filas no aeroporto por conta disso.

ALTERAÇÕES E REEMBOLSO

A Latam oferece mudança de data do voo, alteração de rota ou o reembolso da passagem. Quem quiser mudar a data sem cobrança de multas ou diferenças tarifárias pode fazê-lo para o período de até 20 dias. Caso a viagem seja remarcada para além desse período ou para a Semana Santa poderão ser cobradas diferenças tarifárias.

A mudança de rota (origem e/ou destino) não terá a aplicação de multas, mas está sujeita a diferenças tarifárias. O reembolso pode ser solicitado sem a aplicação de multas.

GREVE

A greve interrompeu o acesso ao principal aeroporto do país, Ezeiza, na região metropolitana de Buenos Aires.

Ela foi convocada pelos dois maiores sindicatos argentinos associados ainda aos professores da rede estatal. A CGT (Confederação Geral do Trabalho) e a CTA (Central de Trabalhadores da Argentina) reivindicam medidas mais eficientes para baixar os 40% de inflação, além da fixação, pelo governo, dos aumentos salariais de acordo com esse patamar.

Pedem ainda que o governo apresente políticas que diminuam o desemprego (que aumentou dois pontos percentuais) e a pobreza, que saltou de 28% para 32% desde que Macri assumiu, em dezembro de 2015. As principais paralisações estão relacionadas ao transporte, uma vez que quem lidera o movimento é o grupo dos caminhoneiros, dos sindicalistas Hugo e Facundo Moyano, pai e filho.