Excesso de poupança é maior problema na Alemanha

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CAROLINA VILA-NOVA, ENVIADA ESPECIAL

BREMEN, ALEMANHA (FOLHAPRESS) - A Alemanha surfou tranquilamente na onda da turbulência econômica e financeira que atingiu a Europa e boa parte do mundo nos últimos anos.

"O crescimento econômico é robusto, o nível de desemprego está numa baixa recorde, o crescimento da produção está acima do potencial e a posição fiscal continua se fortalecendo", avaliou o FMI.

Apesar de ter sofrido uma leve desaceleração no segundo trimestre deste ano, a taxa de crescimento leva 12 trimestres seguidos de aumento. Segundo estimativa do Destatis, o órgão de estatísticas do governo, o PIB cresceu 0,7% e 0,6% nos dois primeiros trimestres do ano.

"Em 2016, o PIB cresceu em 1,9%, mais do que em qualquer ano desde 2011. O aumento no emprego é uma história de sucesso na Alemanha. ("¦) O índice está em seu nível mais baixo em 25 anos e deve se estabilizar em 2017 em torno dos 6%", celebrou relatório do Ministério da Economia, no início deste ano.

"A boa situação econômica vai continuar neste ano. O governo federal espera um aumento do PIB de 1,4%", diz o texto.

O FMI alerta, porém, que no médio prazo a expectativa é de declínio do crescimento, sobretudo pela chamada: "demografia adversa": a Alemanha é um país que envelhece.

Outro problema é o superavit de conta corrente, que já chegou a 8,25% do PIB, com recordes US$ 310 bilhões. Para o FMI, o país deve estimular o consumo e reduzir a poupança para baixar esse saldo.