2 - Muro da 23 de Maio começa a receber plantas após remoção de grafite na via

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Começaram a ser vistas nesta segunda-feira (3) as primeiras plantas que comporão do corredor verde da avenida 23 de Maio, na região central de São Paulo. As mudas substituem os grafites que foram apagados em janeiro pela gestão João Doria (PSDB).

As obras no local tiveram início no mês passado, com a instalação do sistema de irrigação na altura do viaduto Tutoia. Agora, a estrutura receberá cerca de 30 espécies de plantas e folhagens, como manjericão, coração magoado, alecrim, brilhantina, tapete inglês, orégano, salsa íris, coleus, entre outras.

O muro de 1.439 m2 é o primeiro do futuro corredor verde. Segundo a prefeitura, outros trechos da via também receberão vegetação, totalizando 10.950 m2 de área verde. Os outros pontos serão nos viadutos Santa Generosa, Beneficência Portuguesa, Pedroso, São Joaquim e Jaceguai.

A remoção de grafites da 23 de Maio aconteceu na esteira do programa de combate à pichação, anunciado por Doria antes mesmo de ele tomar posse.

Na ocasião, prefeitura disse que decidiu pela manutenção de apenas oito pontos de grafite na avenida, pois "os demais estavam deteriorados ou pichados, por isso tiveram que ser apagados".

Segundo a prefeitura, a instalação do chamado corredor verde custará cerca de R$ 9,7 milhões e o trabalho será concluído em julho. As equipes encarregadas do projeto estão autorizadas a trabalhar de segunda a sábado, das 22h às 5h, e das 14h de domingo às 5h de segunda.

O projeto faz parte de um Termo de Compromisso Ambiental assinado na gestão Haddad (PT) com a empresa Tishman Speyer, destinado à construção de oito jardins verticais. Até o fim de 2016, haviam sido realizados cinco jardins nas laterais de prédios que circundam o Minhocão (centro).

O muro verde, como o o que e está sendo instalado na 23 de Maio, é uma espécie de jardim vertical instalado em espaços menores e geralmente construído dentro de estruturas que servem como uma espécie de vaso, com sistema de irrigação em seu interior.

No mês passado, Doria afirmou que pagará até R$ 40 mil aos projetos selecionados para o MAR (Museu de Arte de Rua), anunciado após o prefeito receber críticas e vaias por pintar de cinza paredes com pichações e grafites.

Ao todo, oito projetos serão selecionados por uma comissão. Quatro serão de grupos com, no mínimo, seis integrantes, que contarão com uma verba de R$ 40 mil, e outros quatro de, no mínimo, três artistas, receberão R$ 10 mil.