2016: Rio Gastronomia muda de casa e aporta no Pier Mauá

O Globo
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Mônica Imbuzeiro
Mônica Imbuzeiro

Lembrar da 6ª edição do Rio Gastronomia, em 2016, é lembrar do mestre José Hugo Celidônio, chef importante na história da gastronomia brasileira que faleceu em 2018 e, naquele ano, deu aula junto com Pedro de Artagão. É lembrar também, com saudade, do cantor e compositor Moraes Moreira, morto em abril de 2020 e uma das atrações da festa daquele ano.

O animado show do baiano fez parte de uma agenda que ainda levou Diogo Nogueira, Mateus VK e mais atrações musicais para a grande festa gastronômica. Os shows aconteciam na área externa dos armazéns do Píer Mauá, que, com sua privilegiada vista para a Baía de Guanabara, passou, em 2016, a ser o novo cenário do evento. Sinal de bons ventos e crescimento da iniciativa: a área ocupada na região portuária (armazéns 3 e 4 do píer) era o dobro de espaço anterior no Jockey Club.

Se o endereço mudava, permaneciam todos os grandes sucessos de edições anteriores: estavam lá os restaurantes mais badalados do Rio de Janeiro e seus foodtrucks e quiosques, como o do chef Rafa Costa e Silva, que recebeu pela segunda vez, em 2016, o título de Melhor Chef da cidade no Prêmio Rio Show de Gastronomia e viu seu Lasai ganhar na categoria Contemporâneo e também um espaço para chamar de seu no evento. Uma seleção de pés-limpos e pés-sujos se revezavam nos armazéns, dificultando a vida dos indecisos para escolher o que comer. Um pouco de cada chef podia ser a solução, com as iguarias levadas para piqueniques armados em meio a esteiras no chão e bancos de rede suspensos.

Teve aulas e bate-papos sobre cozinhas de várias parte do Brasil. Receitas com e sem glúten e lactose, para veganos e carnívoros, para a turma do açúcar e a turma do "pega leve". Teve reflexão sobre o desperdício de alimentos com a indicação de boas práticas. Teve feira de produtores do interior fluminense. Teve seleção de cachaças. Teve atividades infantis. E o Píer Mauá vinha para ficar.