Mais de 3.000 yazidis segue em mãos do EI

(Arquivo) Combatentes yazidis na cidade de Sinjar, Iraque, devastada pelo grupo Estado Islâmico, em 13 de novembro de 2015

Mais de 3.000 yazidis seguem em mãos do grupo Estado Islâmico (EI) após a campanha de perseguição lançada pelos jihadistas contra esta minoria em agosto de 2014, revelou uma sobrevivente, Nadia Murad, nesta quarta-feira em Atenas.

A jovem de 21 anos, capturada pelo EI e vítima de exploração sexual durante três meses, foi recebida nesta quarta-feira pelo chefe de Estado grego, Procopis Pavlopoulos.

Murad pediu que sua voz fosse "transmitida à União Europeia, já que milhares de mulheres e crianças continuam reféns" dos jihadistas.

"Atualmente, há 3.400 pessoas prisioneiras, sírias e iraquianas", afirmou.

Em 16 de dezembro, Murad falou perante as Nações Unidas, onde explicou que, em agosto de 2014, militantes do EI invadiram sua aldeia, mataram "todos os homens" e capturaram as crianças e as mulheres, incluindo a si mesma.

Depois de conseguir escapar com a ajuda de uma família de Mossul, Nadia Murad fugiu para a Alemanha, onde vive hoje.

O presidente grego se comprometeu a mobilizar o Parlamento Europeu a favor desta minoria de língua curda, vítima, de acordo com a ONU, de uma "tentativa de genocídio" depois que o grupo ultrarradical tomou o seu reduto em Sinjar, no Iraque.

"O EI fez da mulher yazidi 'um pedaço de carne'", relatou ao Conselho de Segurança, insistindo que o "caso do genocídio yazidi" seja levado perante o Tribunal Penal Internacional (TPI) e que todo o possível seja feito para restaurar a paz para a sua comunidade.