30 dias para Tóquio: Quem pode ir ao pódio nas Olimpíadas?

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Gabriel Medina, Beatriz Ferreira, Isaquias Queiroz, Pâmela Rosa e Martine Grael/Kahena Kunze (Getty Images)
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Daqui a 30 dias, em 23 de julho, atletas de todo mundo estarão em Tóquio para o início das Olimpíadas, que deveriam ter acontecido em 2020, mas foram adiadas para este ano por causa da pandemia do novo coronavírus.

Faltando 30 dias para o grande evento do esporte mundial, o Yahoo Brasil lista 30 atletas brasileiros que podem ir ao pódio no Japão. Gabriel Medina, Beatriz Ferreira, Isaquias Queiroz e Erlon Souza, Pâmela Rosa e Martine Grael/Kahena Kunze são os principais nomes e devem brigar pelo ouro, mas não são os únicos que tem chance de voltar com medalha.

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Confira a lista completa:

Gabriel Medina (surfe)

Em seis etapas do Circuito Mundial de Surfe (WSL) em 2021, Medina foi finalista em cinco. Dois títulos e três vices. O atual campeão mundial chega em alta em Tóquio para tentar ser o primeiro medalhista de ouro da história do esporte.

Beatriz Ferreira (boxe)

Atual campeã pan-americana (Lima 2019) e mundial (Ulan-Ude 2019) na categoria leve (60 kg), Beatriz Ferreira colecionou resultados expressivos no ciclo olímpico e é uma das principais esperanças de medalha em Tóquio.

Isaquias Queiroz e Erlon Souza (canoagem)

Infelizmente, por causa de mudanças no programa olímpico - a prova do C1 200m saiu -, Isaquias não poderá buscar três medalhas novamente, mas ele é favorito no C1 1000m e faz uma dupla muito forte com Erlon Souza no C2 1000m.

Pâmela Rosa (skate)

Campeã mundial do skate street em 2019, Pâmela lidera um grupo de skatistas brasileiras com uma extrema regularidade. Aos 21 anos, ela é líder do ranking da World Skate, federação mundial do esporte.

Martine Grael/Kahena Kunze (vela)

Atual campeã olímpica na classe 49er FX, a dupla seguiu conquistando resultados expressivos no atual ciclo após uma pausa em 2017 e 2018. E dois dos títulos de Martine e Kahena vieram em eventos-teste já no Japão em 2018 e 2019.

Rayssa Leal (skate)

Com apenas 13 anos, a "Fadinha do Skate" já ganhou etapa da Street League Skateboarding em 2019 e ficou em 3º lugar do Mundial de Street em 2021. Atualmente, ela está em 2º lugar do ranking mundial, atrás apenas de Pâmela Rosa.

Ítalo Ferreira (surfe)

Vice-líder do Circuito Mundial, do qual foi campeão em 2019, Ítalo já tem experiência vencedora no Japão. Em 2019, ele venceu o ISA Games, evento organizado pela Federação Internacional de Surfe, na praia de Kisakihama.

Futebol masculino

A CBF não conseguirá enviar Weverton, Marquinhos e Neymar como desejava, mas mesmo assim o Brasil vai a Tóquio com um grupo extremamente talentoso e como um dos principais favoritos. Destaque para o ótimo meio campo que deve ser comandado por Bruno Guimarães, Gerson e Claudinho.

Vôlei masculino

Mesmo rotacionando bastante o elenco sob o comando do assistente técnico Carlos Schwanke - o técnico Renan Dal Zotto esteve afastado por causa da Covid -19 -, o vôlei masculino vai muito bem na Liga das Nações e deve chegar em alta aos Jogos.

Seleção masculina de vôlei durante a disputa da Liga das Nações (FIVB)
Seleção masculina de vôlei durante a disputa da Liga das Nações (FIVB)

Bruno Fratus (natação)

Finalista dos 50 m livre nas últimas duas Olimpíadas, Fratus vem de ótimos resultados em mundiais, incluindo a prata em 2019, e conquistou dois ouros e uma prata em etapas recentes do Circuito Mare Nostrum, realizado na Europa.

Ana Marcela Cunha (maratona aquática)

Atual campeã mundial das duas distâncias que não estão nos Jogos (5 km e 25 km), Ana Marcela segue atrás da tão desejada medalha olímpica. Quinta colocada nos 10 km no Mundial de 2019, ela tem plenas condições de finalmente conseguir o pódio nos Jogos.

Arthur Nory (ginástica artística)

Por mais que tenha conseguido uma medalha de prata no solo em 2016, Nory chega com boas chances na barra horizontal em Tóquio. Ele foi campeão mundial no aparelho em 2019 e tem uma rotina com alto nível de dificuldade.

Ágatha/Duda (vôlei de praia)

A dupla caiu de rendimento nas últimas duas etapas do circuito mundial, mas acumulou bons resultados nas quatro primeiras - uma disputada no Catar e três em uma bolha no México. Um título, um vice e duas semifinais.

Tatiana Weston-Webb (surfe)

Nascida no Brasil e criada no Havaí, Tatiana vem em ascensão e vive seu melhor ano dentro do circuito mundial em 2021. Após cinco etapas, ela está em 4º lugar no ranking, tendo vencido uma etapa, além de acumular um vice e dois bronzes.

Mayra Aguiar (judô)

Ainda se recuperando de uma lesão séria, Mayra não teve um bom desempenho no Mundial da Hungria recentemente, mas segue como cabeça-de-chave para os Jogos e tem boas chances de medalha.

Fernando Reis (levantamento de peso)

Fernando Reis tem um ótimo currículo na categoria pesado (acima de 109 kg) e fechou o ranking de classificados para as Olimpíadas em 2º lugar. E para ajudar, alguns dos principais rivais por medalha não estarão nos Jogos por causa de punições de doping a Armênia e Belarus.

Arthur Zanetti (ginástica artística)

Dono de um currículo invejável, incluindo ouro em Londres e prata no Rio, Zanetti poderia até estar mais acima no ranking se não estivesse em uma das provas mais difíceis da ginástica, com muitos rivais importantes, mas segue com boas chances de medalha.

Maria Suelen (judô)

Já bastante experiente e condecorada, Maria Suelen conseguiu o bronze no Mundial de Hungria na categoria acima de 78 kg em junho deste ano. E para garantir a medalha, ela finalmente conseguiu bater uma de suas principais rivais, a cubana Idalys Ortiz. Antes disso, foram 16 confrontos e 16 derrotas.

Brazil's Maria Suelen Altheman (white) reacts after her fight against Cuba's Idalys Ortiz (blue) in the bronze match of the women's +78kg category during the seventh day of the 2021 Judo World Championships at 'Papp Laszlo' Arena of Budapest Hungary on June 12, 2021. (Photo by Attila KISBENEDEK / AFP) (Photo by ATTILA KISBENEDEK/AFP via Getty Images)
Maria Suelen comemora após conquistar o bronze no Mundial de Judô de 2021 (ATTILA KISBENEDEK/AFP via Getty Images)

Milena Titoneli (taekwondo)

Com apenas 22 anos, Titoneli conquistou a medalha de ouro no Pan-Americano de Lima em 2019, mesmo ano em que foi bronze no Mundial na categoria até 67 kg. Ela tem mostrado bons resultados e desempenho contra atletas já consagradas e medalhistas olímpicas.

Nathalie Moellhausen (esgrima)

Moellhausen foi até às quartas de final nas Olimpíadas do Rio, mas seu principal resultado defendendo a bandeira brasileira veio em 2019, quando ela foi campeã mundial na espada. Desde então, ela segue bem colocada no ranking mundial e tem chance de medalha.

Alison Santos (atletismo)

Prata na etapa de Doha da Liga Diamante no fim de maio, Alison quebrou mais uma vez os recordes brasileiro e sul-americano dos 400 metros com barreira. Em franca ascensão, o jovem de 20 anos pode supreender em Tóquio.

Letícia Bufoni (skate)

Depois de um 2019 cheio de lesões, Letícia Bufoni teve um 2020 saudável e andando bem. A mais experiente da equipe do skate street vem de bons resultados no início de 2021 e prova que pode ser uma das primeiras medalhistas da história da modalidade.

Pedro Barros (skate)

Barros é o principal nome do skate masculino brasileiro e tem chance de medalha na modalidade park. Medalhista no X Games com apenas 14 anos, em 2009, recentemente, ele foi campeão do Mundial em 2018 e do Dew Tour em 2019.

Vôlei feminino

Fora do pódio no Mundial de 2018 e em quarto lugar na Copa do Mundo de 2019, a seleção feminina não teve um desempenho fantástico no ciclo, mas vem se acertando no período final, fazendo uma ótima primeira fase da Liga das Nações, perdendo apenas duas partidas em 15 e achando a melhor equipe para atuar em Tóquio.

Rebeca Andrade (ginástica artística)

Campeã pan-americana no individual geral no início de junho, Rebeca alcançou pontuações que provavelmente a colocariam em mais de uma final em Tóquio, podendo até sonhar com uma medalha no geral.

RIO DE JANEIRO, BRAZIL - AUGUST 11, 2016: Rebeca Andrade of Brazil performs her balance beam routine during the artistic gymnastics women's individual all-around final at the Rio 2016 Summer Olympic Games, at the Rio Olympic Arena. Valery Sharifulin/TASS (Photo by Valery Sharifulin\TASS via Getty Images)
Rebeca Andrade fez sua estreia nas Olimpíadas do Rio, em 2016 (Valery Sharifulin\TASS via Getty Images)

Revezamento 4x100 (atletismo)

Campeã mundial de revezamento em 2019, batendo os EUA em uma chegada emocionante, a equipe brasileira chegou a ficar em segundo lugar em 2021, mas foi desclassificada após um dos corredores ter pisado na linha. Mesmo assim, a equipe chega forte para Tóquio.

Darlan Romani (atletismo)

Um dos principais nomes do atletismo brasileiro nos últimos anos, Darlan Romani enfrentará dois problemas: o alto nível da prova do arremesso de peso e a interrupção do trabalho final por ter contraído Covid-19. Mesmo assim, ele continua bem colocado no ranking mundial e pode conseguir uma das medalhas em jogo.

Alison/Álvaro (vôlei de praia)

Campeão olímpico em 2016 com Bruno Schmidt, Alison vai defender sua medalha com Álvaro Filho, com quem começou dupla em 2019. Em seis etapas em 2021, o melhor resultado veio na bolha de Cancun, com um terceiro lugar na segunda etapa mexicana.

Erica Sena (atletismo)

Sétima colocada nas Olimpíadas do Rio na marcha atlética 20 km, Erica Sena tem brigado forte por medalhas em todas as principais competições que disputou nos últimos anos. Em 2020, ela foi quarto lugar no Mundial de atletismo.

Henrique Avancini (ciclismo)

Após terminar 2020 como líder do ranking mundial do mountain bike cross country, Avancini caiu para o 7º lugar. Em maio, ele ficou em 4º lugar na prova de circuito curto em uma etapa da Copa do Mundo, um mês após ganhar uma prova no circuito olímpico em uma série italiana.

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