35% das mulheres que vivem na cidade de São Paulo já sofreram machismo no trabalho

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After repercussion of Mariana Ferrer case, women protest in front of Supreme Federal Court (STF), in Sao Paulo, Brazil, on November 4, 2020. (Photo by Cris Faga/NurPhoto via Getty Images)
Manifestação de mulheres em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal, em São Paulo, após o julgamento de Mariana Ferrer, em novembro de 2020 (Foto: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images)

Mais de um terço das paulistanas relatam que já sofreram preconceito ou discriminação no trabalho por serem mulheres. Segundo pesquisa realizada pela Rede Nossa São Paulo, 35% das entrevistadas afirmam que já encararam o machismo no ambiente corporativo.

A percepção do preconceito é maior entre mulheres de 16 a 34 anos. Entre elas, 48% relatam já terem sofrido discriminação pelo gênero. O índice também sobe entre as mulheres que não são católicas ou evangélicas, com 46%.

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Em relação ao levantamento feito em 2020, chama atenção o aumento da percepção do machismo entre mulheres que tem de 35 a 44 anos: o aumento foi de 12 pontos percentuais, de 29% há um ano para 41% em 2021.

Quanto maior o número de escolaridade, maior a percepção de machismo. Entre mulheres brancas e pretas, o índice ficou igual: 35%. No entanto, o machismo passou a ser mais percebido por mulheres brancas, a diferença foi de 8 pontos percentuais de 2020 para 2021.

O levantamento foi feito entre 5 de dezembro de 2020 e 4 de janeiro de 2021 com mulheres a partir de 16 anos na cidade de São Paulo. Participaram 425 mulheres e a margem de erro é de 5 pontos percentuais.

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