35% dizem não votar em Haddad de jeito nenhum, ante 27% em Tarcísio e 17% em Rodrigo, diz Datafolha

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Na disputa pelo Governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) é o candidato mais rejeitado, de acordo com a pesquisa Datafolha desta quinta-feira (15).

Uma parcela de 35% declarou que não votaria no petista de jeito nenhum, uma variação dentro da margem de erro em relação à pesquisa anterior, de 1º de setembro (eram 36%).

O segundo mais rejeitado é Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 27% (eram 24%).

Haddad e Tarcísio são, respectivamente, os candidatos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Jair Bolsonaro (PL) em São Paulo.

O governador Rodrigo Garcia (PSDB), que está tecnicamente empatado com Tarcísio em segundo lugar, é rejeitado por 17% dos entrevistados.

A pesquisa Datafolha mostra que o tucano avançou desde a última rodada, enquanto Tarcísio e Haddad variaram um ponto para cima --portanto dentro da margem de erro. Haddad lidera com 36%, Tarcísio tem 22%, e Rodrigo, 19%.

Entre os candidatos que têm 1% ou menos, o índice de rejeição é de 21% para Altino (PSTU), 18% para Elvis Cezar (PDT) e Antonio Jorge (DC), 17% para Gabriel Colombo (PCB), 16% para Vinicius Poit (Novo) e Carol Vigliar, e 7% para Edson Dorta (PCO).

Os que rejeitam todos são 4%, enquanto 4% não rejeitam nenhum e 12% não sabem.

A rejeição é diretamente ligada ao nível de conhecimento dos candidatos pelo eleitor. Haddad foi prefeito da cidade de São Paulo e candidato à Presidência da República em 2018. Ele é conhecido por 93% dos entrevistados.

Tarcísio, ex-ministro da Infraestrutura de Bolsonaro, e Rodrigo, governador após herdar a cadeira de João Doria (PSDB), de quem era vice, são conhecidos por 56%. Em 18 de agosto, apenas 35% conheciam os dois.

Em seguida, os mais conhecidos são Poit (14%), Gabriel (11%), Altino (11%), Elvis (10%), Carol (9%), Antonio (9%) e Edson (8%).

A pesquisa Datafolha, contratada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, ouviu 1.808 pessoas em 74 cidades do estado de terça-feira (13) a quinta-feira (15). A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, considerando um índice de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número SP-06078/2022.