37% dos funcionários passam até 12h por semana em 'call'

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Dialpad Meeting aponta que vídeo chamadas chegam a consumir mais de 20 horas por semana para 5% dos entrevistados. (Getty Imagens)
Dialpad Meeting aponta que vídeo chamadas chegam a consumir mais de 20 horas por semana para 5% dos entrevistados. (Getty Imagens)
  • Pesquisa nos EUA aponta para o uso extremo das reuniões em empresas;

  • Problemas técnicos, excesso de reuniões e sobrecarga profissional irrita trabalhadores;

  • Desde o início deste ano a OMS considera Burnout como doença.

Em cerca de dois anos de pandemia do novo corona vírus adquirimos hábitos como higienizar as mãos constantemente e usar o 'soquinho' para se cumprimentar. Mesmo nesse longo período a maior parte da população não aprendeu a lidar com as reuniões intermináveis.

Seja a vídeo-chamada, ligação por vídeo ou 'call', as reuniões estão tomando o tempo e a paciência de funcionários. De acordo com a pesquisa 'Stuck in Meetings?', 37% dos profissionais norte-americanos passam até 12 horas por semana em reuniões. E ainda 12% chega a passar entre 12 e 20 horas em chamadas de vídeo por semana.

O levantamento feito pela empresa de análise, Dialpad Meeting, com 2.800 profissionais estadunidenses entre janeiro de 2019 e junho de 2021 aponta que 5% dos entrevistados chegam a passar mais de 20 horas por semana em frente a tela conversando sobre tarefas de trabalho

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Outro fato apurado pelo levantamento são os segmentos que mais têm vídeo chamadas. As empresas de marketing e publicidade têm, em média, 20,9 reuniões por mês. Empresas de tecnologia, no outro extremo, tem cerca de 10,5 reuniões por mês.

E não é o fato de ter a reunião em si que afeta os profissionais. O problema com o áudio irrita 50% dos entrevistados. Dificuldade para ler o que está sendo apresentado, qualidade ruim do vídeo, excesso de reuniões, encontros desorganizados e insuficiência de recursos nas plataformas de vídeo conferência são outros problemas apontados pelos trabalhadores americanos.

Esta reunião poderia ter sido um e-mail

Para 82,9% dos entrevistados as reuniões não necessitam do vídeo e poderiam ser feitas apenas com o áudio ou por uma mensagem de texto.

O excesso de reuniões pode afetar a produtividade e o bem-estar físico e mental dos funcionários. De acordo com presidente da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), Antônio Geraldo da Silva, em entrevista ao InfoMonye, as vídeo chamadas podem afetar o emocional dos funcionários.

“No home office, o volume de horas trabalhadas teve um aumento de forma clara. Com uma reunião atrás da outra, você simplesmente não para de trabalhar. As empresas precisam lidar com a exaustão do funcionário de forma proativa, identificando o problema antes que ele aconteça de fato”, explica Silva.

Desde o início deste ano a OMS (Organização Mundial da Saúde) considera o Burnout como “estresse crônico de trabalho que não foi administrado com sucesso" em seu catálogo internacional de doenças.

Com informações do InfoMoney.

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