3G Capital, de Lemann, atrai parceria de uma das famílias mais ricas do mundo, dona de fortuna de US$ 11 bi

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Uma das famílias mais ricas do mundo aumentou suas apostas na 3G Capital do brasileiro Jorge Paulo Lemann. A dinastia colombiana de Alejandro Santo Domingo investiu no Special Situations Fund V da 3G Capital. Este fundo comprou uma participação majoritária na Hunter Douglas, fabricante de cortinas e persianas de marcas como Luxaflex, numa transação que avaliou a empresa em US$ 7,1 bilhões, mostram registros contábeis divulgados nesta semana.

A família Santo Domingo é dona de uma fortuna de US$ 11 bilhões, segundo dados da Bloomberg. E não é a primeira vez que a dinastia se associa à 3G Capital. Ela já detém uma participação na Anheuser-Busch InBev, cervejaria belga que é o negócio de mais visibilidade de Lemann, dona de marcas como Ambev.

Os Santo Domigno fizeram sua fortuna fabricando cerveja. Mas têm buscado diversificar seus investimentos nos últimos anos. Também junto com a 3G, investiram em fundos que viabilizaram a compra da Heinz e sua posterior fusão com a Kraft, que criou gigante de alimentos Kraft Heinz.

Também se uniram à BDT Capital Partners de Bryon Trott e à JAB para ajudar a formar a Keurig Dr Pepper e a JDE Peet’s. Eles também são investidores em um veículo da KKR que participou da compra do negócio de margarina e patês da Unilever por cerca de US$ 8 bilhões em 2018.

Uma empresa de investimentos da família Santo Domingo com sede em Luxemburgo, a Bevco Lux, destinou cerca de US$ 26 milhões para compor a alocação mais recente do clã na 3G, segundo relatório de resultados de 2021. O acordo de aquisição da Hunter Douglas, com sede em Roterdã, foi anunciado no final de dezembro.

Um porta-voz da Bevco Lux não quis comentar, enquanto a 3G não respondeu a um pedido de comentário.

A 3G, com sede em Nova York, foi fundada pelos brasileiros Lemann, Marcel Telles e Carlos Sicupira, que juntos têm um patrimônio líquido de cerca de US$ 38 bilhões, de acordo com o índice de bilionários da Bloomberg.

Alejandro, 45, tornou-se a figura-chave de sua família após a morte de seu pai em 2011. A composição atual do patrimônio da família começou a tomar forma quando eles venderam sua participação na cervejaria colombiana Bavaria para a britânica SAB Miller em 2005 por meio de uma troca de ações.

A InBev, da 3G, adquiriu a SAB Miller em 2016, e Alejandro se tornou um dos principais negociadores para concluir o acordo. Na época, o negócio, de US$ 103 bilhões, foi apelidado pelos investidores de megabrew deal, criando uma gigante cervejeira global.

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