4 - ATUALIZADA - Políticos citados na lista de Fachin negam irregularidades

BRASÍLIA, DF, SÃO PAULO, SP, E CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - Os políticos citados na "lista de Fachin", que tiveram a abertura de inquérito autorizada pelo ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), negam envolvimento em irregularidades e afirmam aguardar o acesso à investigação para fazer sua defesa.

Fachin autorizou nesta terça (11) a abertura de 83 inquéritos contra 108 investigados, com base nas delações premiadas de executivos da empreiteira Odebrecht. Entre eles, estão nove ministros do governo de Michel Temer (PMDB), três governadores, 29 senadores e 42 deputados federais.

Leia abaixo o posicionamento dos políticos incluídos nos inquéritos. A reportagem continua em contato com a defesa dos demais citados.

MINISTROS DO GOVERNO TEMER

Eliseu Padilha (PMDB-RS), ministro da Casa Civil

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que só se pronunciará sobre os pedidos de investigação contra ele "nos autos do processo". Para ele, o envolvimento de 42 deputados federais, incluindo o relator da reforma previdenciária, não atrapalha o trâmite da proposta. "Nós acreditamos que não", disse. Ele ressaltou ainda que tem poucos elementos para dizer se a sessão na Câmara foi interrompida por causa da divulgação dos pedidos. "Acho que está dentro da normalidade".

SENADORES

Aécio Neves (PSDB-MG)

"O senador Aécio Neves considera importante o fim do sigilo sobre o conteúdo das delações, iniciativa solicitada por ele ao ministro Edson Fachin na semana passada, e considera que assim será possível desmascarar as mentiras e demonstrar a absoluta correção de sua conduta."

Agripino Maia (DEM-RN)

"Mesmo não tendo sido candidato em 2014 e desconhecendo o teor das menções a mim atribuídas, coloco-me à disposição da Justiça para colaborar com as investigações que se venham a requerer."

Antonio Anastasia (PSDB-MG)

"Em toda sua trajetória, Anastasia nunca tratou de qualquer assunto ilícito com ninguém."

Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)

"Recebi doações da Braskem em 2014, e o Ministério Público já indicou que vai investigar a relação entre doações legais e troca de favores ou lavagem de dinheiro. Eu acredito que tem que investigar, sim, e rápido, para que fique tudo esclarecido. A Odebrecht nunca prestou serviços para os governos que comandei, e no caso do Refis, eu nem sequer era senador", afirmou o senador à reportagem.

Dalírio Beber (PSDB-SC)

"Recebo com surpresa a inserção do meu nome no rol dos investigados. Não tive, até o presente momento, qualquer acesso ao processo para conhecer o conteúdo do que me é atribuído. Rechaço com veemência toda e qualquer denúncia de prática de ilícitos. Estou indignado, mas absolutamente tranquilo, pois minha consciência em nada me acusa. Digo à sociedade brasileira, em especial, aos Catarinenses, que sempre confiaram em mim, que espero que rapidamente a verdade seja restabelecida. Neste momento, coloco-me inteiramente à disposição da Justiça."

Edison Lobão (PMDB-MA)

Do advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, que defende o senador Edison Lobão (PMDB-MA): "O sigilo é contrário ao interesse dos meus clientes. É bom que as informações venham a público para que eles possam se defender."

Eduardo Amorim (PSDB-SE)

A assessoria de imprensa do senador informa que ele só se manifestará após notificação oficial do STF.

Eduardo Braga (PMDB-AM)

Por meio da assessoria, o senador disse que está tranquilo e aguarda o resultado das investigações.

Eunício Oliveira (PMDB-CE)

Questionado sobre a menção a seu nome na lista do ministro Edson Fachin, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), disse que não tinha informações. Sem abordar o assunto específico, disse à imprensa: "Eu acho que os homens públicos têm que estar sempre atentos e sem medo de fazer os enfrentamentos que a vida pública nos oferece." Afirmou ainda que os trabalhos no Senado seguirão normalmente. Nesta terça, após a divulgação da lista, a sessão do Senado continuou normalmente, com votação de indicação para a Ancine e aprovação da proposta que estabelece um documento único de identidade. O senador também divulgou nota: "A Justiça brasileira tem maturidade e firmeza para apurar e distinguir mentiras e versões alternativas da verdade".

Fernando Bezerra (PSB-PE)

"A defesa do senador Fernando Bezerra Coelho, representada pelo advogado André Luís Callegari, afirma que não foi oficialmente comunicada, tampouco teve acesso à referida investigação. Fernando Bezerra mantém-se, como sempre esteve, à disposição das autoridades a fim de prestar quaisquer esclarecimentos que elas possam necessitar. A defesa do senador observa que, nestes 35 anos de vida pública de Fernando Bezerra Coelho, não há qualquer condenação em desfavor do parlamentar."

Fernando Afonso Collor de Mello (PTC-AL)

Não quis se pronunciar.

Humberto Costa (PT-PE)

"O senador Humberto Costa –que espera a conclusão de inquérito já aberto há mais de dois anos pelo STF, e para o qual a Polícia Federal já se manifestou em favor do arquivamento– aguarda o levantamento do sigilo dos novos documentos para ter acesso às informações necessárias à sua defesa. O senador, que já abriu mão de todos os seus sigilos, se coloca, como sempre o fez, à disposição das autoridades para todos os esclarecimentos necessários."

Kátia Abreu (PMDB-TO)

"A respeito da decisão do Supremo Tribunal Federal, que autorizou abertura de inquérito para investigar nove ministros, 29 senadores e 42 deputados federais, na qual o meu nome é citado, declaro que: Lamentavelmente, por desconhecer o conteúdo da decisão do ministro Edson Fachin, não tenho, neste momento, elementos suficientes que me permitam rebater as supostas acusações feitas contra mim e o meu marido, mas afirmo categoricamente que, em toda a minha vida pública, nunca participei de corrupção e nunca aceitei participar de qualquer movimento de grupos fora da lei. Estarei à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários de maneira a eliminar qualquer dúvida sobre a nossa conduta. Sigo trabalhando no Senado pelo Brasil e pelo Tocantins. Minha história e minha correção são a base fundamental da minha defesa."

Lidice da Mata (PSB-BA)

"Meu advogado já solicitou acesso a todos os detalhes dos inquéritos para saber de que forma vamos nos defender. Essa etapa não representa nenhuma surpresa. Quando Janot pediu as investigações, já sabíamos que este seria o passo seguinte. Tudo tem que ser investigado", afirmou a senadora à reportagem.

Lindbergh Farias (PT-RJ)

"Mais uma vez confiarei que as investigações irão esclarecer os fatos e, assim como das outras vezes, estou convicto que o arquivamento será único desfecho possível para esse processo. Novamente a justiça será feita."

Maria do Carmo Alves (DEM-SE)

Segundo a assessoria, a senadora está na fazenda, incomunicável, e só volta ao gabinete na segunda (17).

Paulo Rocha (PT-PA)

"Os nomes surgem porque trata-se de dinheiro de campanha que passou do partido para o candidato. Por isso, aparece todo mundo. Como o dinheiro veio da Odebrecht há essa menção", afirmou o senador à reportagem.

Renan Calheiros (PMDB-AL)

"A abertura dos inquéritos permitirá que eu conheça o teor das supostas acusações para, enfim, exercer meu direito de defesa sem que seja apenas baseado em vazamentos seletivos de delações. Um homem público sabe que pode ser investigado. Mas isso não pode significar uma condenação prévia ou um atestado de que alguma irregularidade foi cometida. Acredito que esses inquéritos serão arquivados por falta de provas, como aconteceu com o primeiro deles."

Ricardo Ferraço (PSDB-ES)

"Foi com absoluta perplexidade e indignação que eu recebi a informação de que meu nome está incluído na chamada lista do Fachin. Toda minha campanha foi declarada e, como poderão constatar na prestação de contas no TSE, esta empresa não foi doadora. Nunca tratei qualquer assunto com essas pessoas e tampouco autorizei que alguém tratasse. Acionarei esses mentirosos judicialmente para que provem as acusações."

Romero Jucá (PMDB-RR)

"Sempre estive e sempre estarei à disposição da Justiça para prestar qualquer informação. Nas minhas campanhas eleitorais sempre atuei dentro da legislação e tive todas as minhas contas aprovadas."

Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)

A assessoria da senadora Vanessa Grazziotin afirmou que todas as doações feitas para as campanhas da congressista foram oficiais, declaradas e posteriormente aprovadas pela Justiça Eleitoral.

Valdir Raupp (PMDB-RO)

"O senador Valdir Raupp afirma que recebeu com tranquilidade a sua citação na lista do ministro Fachin publicada no dia de hoje, baseada em declarações de delatores que no desespero falam e ninguém pode impedir. Este será o momento que o senador terá para provar que as doações legais destinadas ao partido foram declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral."

DEPUTADOS FEDERAIS

Alfredo Nascimento (PR-AM)

Não vai se manifestar, porque não foi notificado.

Betinho Gomes (PSDB-PE)

O deputado federal Betinho Gomes afirma não ter cometido irregularidades e diz que irá pedir acesso às informações desse possível inquérito com o objetivo saber do que realmente está sendo acusado "para poder se defender". O tucano diz ter a consciência tranquila e reafirma seu compromisso e apoio à Operação Lava Jato.

Cacá Leão (PP-BA)

"Fui pego de surpresa. Não imaginava [que estaria na lista]. Todas as minhas doações foram recebidas de forma oficial. Estou cumprindo meu primeiro mandato e jamais tive qualquer tipo de pedido [por parte da Odebrecht]", disse o deputado à reportagem.

Carlos Zarattini (PT-SP)

Não vai se manifestar por enquanto.

Celso Russomanno (PRB-SP)

"As doações que recebi foram oficiais. Todas estão no site do TSE; é só as pessoas consultarem. O que tem que ser colocado é o seguinte: se a doação foi feita com intenção e se o político deu alguma coisa em troca. Nunca dei nada em troca, ofereci absolutamente nada e recebi absolutamente nada. Não estou ligado a nenhuma obra do país. Estou tranquilo. Quando você está tranquilo, não teme nada, né?", afirmou o deputado à reportagem. "Fiz levantamento e não tem nenhuma doação para a minha pessoa. Pode ter para o partido, mas não para a minha pessoa. Da Odebrecht nunca teve. Fico muito triste de me ver envolvido nesta história."

Daniel Almeida (PCdoB-BA)

"Sobre as notícias citando o meu nome em possível investigação no STF, não tenho nada a temer. Os baianos e os brasileiros conhecem minha trajetória de mais de 30 anos de atividade pública. Se algum inquérito for aberto, tenho total convicção que o destino será o arquivamento", afirmou.

Daniel Vilela (PMDB-GO)

A assessoria do deputado divulgou uma nota conjunta com Maguito Vilela, ex-senador: "As campanhas de Maguito Vilela, em 2012, e de Daniel Vilela, em 2014, foram feitas inteiramente com recursos contabilizados conforme determina o (TSE) Tribunal Superior Eleitoral e aprovadas pela referida Corte. As prestações de contas estão disponíveis no site do TSE. Maguito e Daniel afirmam que nunca estiveram, nunca falaram e sequer conhecem os delatores. Ambos refutam qualquer acusação. Informam ainda que não foram notificados das investigações do Supremo Tribunal Federal e que estão tranquilos e convictos de que a ação será arquivada porque não tem qualquer lastro na realidade."

Dimas Fabiano (PP-MG)

O deputado Dimas Fabiano afirma que "jamais manteve contato com qualquer executivo da Odebrecht, não tendo sido destinatário de recursos alegadamente doados ou disponibilizados pela referida empresa". Diz ainda que "a eventual utilização do nome do deputado por terceiros com propósitos espúrios - seja para solicitar recursos, seja para obter benefícios em delação - é prática absolutamente irresponsável e criminosa".

Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)

"O deputado federal Jarbas Vasconcelos esclarece que os recursos recebidos em suas campanhas, proveniente da Odebrecht ou de qualquer outra empresa, foram repassados dentro da lei e estão declarados e aprovados pela Justiça Eleitoral. Todos os valores estão inclusive disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral de forma clara e transparente."

Jorge Viana (PT-AC)

"A crise política vai se aprofundar, a partir de agora, com risco de paralisia institucional, porque todo o sistema político brasileiro está em xeque. Todas as legendas e expoentes partidários estão citados na lista do ministro Luís Edson Fachin, do STF, o que nos obriga, nesse momento, a nos explicarmos. Do PMDB ao PSDB, passando pelo meu partido, o PT, mas também o DEM, PSD, PSB, PRB e PP, todos os representados no Congresso estão envolvidos nesta crise. Muitos são acusados de corrupção, outros têm de se explicar sobre suas campanhas. Sobre o envolvimento do meu nome e do governador Tião Viana, não há nenhuma denúncia de corrupção contra nós, mas questionamentos sobre a arrecadação da campanha em 2010. Vamos provar na Justiça o que dissemos antes: nossas campanhas foram dentro da lei e feitas com dinheiro limpo. Nada devemos e nada tememos. Confiamos na Justiça."

José Carlos Aleluia (DEM-BA)

"O ministro Fachin autorizou investigar a todos, sem distinção, e fez bem. Todo homem público tem que estar pronto para ser investigado. Estou tranquilo e convicto de que esse procedimento vai ser arquivado. Todas as doações de campanha que recebi foram legais e estão declaradas."

José Carlos Aleluia (DEM-BA)

"O ministro Fachin autorizou investigar a todos os citados, sem distinção, e fez bem. Todo homem público tem que estar pronto para ser investigado. Estou tranquilo. Todas as doações de campanha que recebi foram legais e estão declaradas."

José Reinaldo Tavares (PSB-MA)

"O deputado José Reinaldo Tavares (PSB-MA) informa que sua equipe está apurando as informações divulgadas pelo Estadão e que no momento não irá se pronunciar sobre as investigações. Munido de dados e confirmada a abertura do inquérito, o parlamentar irá prestar todos os esclarecimentos necessários."

Marco Maia (PT-RS)

A assessoria do deputado divulgou a seguinte nota: "A defesa do deputado Marco Maia (PT-RS), representada pelo criminalista Daniel Gerber, informa que as ações criminais cabíveis contra estes delatores serão adotadas, na medida em que imputam a terceiros atos inexistentes como forma de obterem benefícios que não merecem junto ao Poder Judiciário."

Onyx Lorenzoni (DEM-RS)

O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) negou ter cometido quaisquer crimes ligados às empreiteiras acusadas na Operação Lava Jato. "Estou indignado e surpreso. Nunca estive na sede da Odebrecht e se alguém descobrir uma foto minha ou qualquer registro de entrada minha na empresa, eu renuncio ao mandato", disse.

Marco Maia (PT-RS)

A assessoria do deputado divulgou a seguinte nota: "A defesa do deputado Marco Maia (PT-RS), representada pelo criminalista Daniel Gerber, informa que as ações criminais cabíveis contra estes delatores serão adotadas, na medida em que imputam a terceiros atos inexistentes como forma de obterem benefícios que não merecem junto ao Poder Judiciário."

Paulinho da Força (SD-SP)

"Se teve dinheiro, foi dentro da lei. O que posso fazer? Nosso partido nem multa tem", afirmou o deputado à reportagem.

Vander Loubet (PT-MS)

"O deputado Vander Loubet informa que vai aguardar a manifestação oficial do Supremo Tribunal Federal (STF) para se pronunciar acerca da informação de abertura de inquérito apontada na matéria do jornal O Estado de S. Paulo desta terça-feira (11), tendo em vista que não teve acesso ao teor das acusações. Por conta do tema, o parlamentar reforça que todas as contribuições recebidas em campanha eleitoral foram devidamente oficializadas em prestações de contas aprovadas pela Justiça Eleitoral."

Vicentinho (PT-SP)

"Vi isso com surpresa. De uma coisa tenho certeza: não sei, não fui e jamais serei corrupto. Meus projetos são todos contra interesses de empreiteiras, inclusive da Odebrecht. Mas vamos aguardar do que estão me acusando", disse à reportagem.

Zeca Dirceu (PT-PR)

"O deputado federal Zeca Dirceu reitera que não há e nunca houve qualquer tipo de tratativa do parlamentar junto às diretorias da Petrobras e/ou às empresas investigadas na Lava Jato. Apesar das inúmeras investigações em andamento há vários anos, não existe sequer uma única ligação, e-mail, contato, agenda de reunião, testemunho, delação ou coisa parecida em relação a qualquer atitude do parlamentar que o ligue ao assunto Petrobras / Lava Jato ou a qualquer tipo de ilegalidade. É importante destacar, que nunca houve qualquer pedido do parlamentar a envolvidos na Lava Jato, fato já testemunhado por vários outros delatores e agora comprovado pelo próprio delator Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis. Todas as doações recebidas nas campanhas de 2010 e de 2014 foram legais, declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral sem ressalvas. Os nomes dos doadores são de conhecimento público desde 2010, divulgados constantemente pelos órgãos de imprensa. O deputado reforça sua confiança no Supremo Tribunal Federal e no trabalho de investigação da Polícia Federal."

GOVERNADORES

Renan Filho (PMDB), governador de Alagoas

"Todas as doações recebidas durante a campanha ocorreram dentro da lei e foram devidamente declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral."

TCU (TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO)

Ministro Vital do Rêgo

"O ministro do TCU Vital do Rêgo e sua defesa não tiveram acesso ao conteúdo do pedido de abertura de inquérito mencionado pela imprensa. O ministro está à disposição das autoridades e confia que será comprovada a falta de relação entre ele e os fatos investigados."

OUTROS

César Maia (DEM), vereador e ex-prefeito do Rio de Janeiro

"Nunca recebi um tostão da Odebrecht. Ela doava ao partido e o partido entregava aos candidatos. Após a eleição, a abertura das contas mostrava que o partido ajudou minha campanha. Eu nunca contatei, nem pedi, nem recebi nada deles."

Eron Bezerra, marido da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)

A reportagem pediu à assessoria da senadora que enviasse um pedido de manifestação de Eron Bezerra, mas ele ainda não enviou seu posicionamento.

José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil

O advogado de José Dirceu, Roberto Podval, afirmou que só vai se manifestar após conhecer o teor da acusação contra o ex-ministro.

Maguito Vilela (PMDB-GO), ex-senador

A assessoria divulgou uma nota conjunta com o deputado Daniel Vilela (PMDB-GO): "As campanhas de Maguito Vilela, em 2012, e de Daniel Vilela, em 2014, foram feitas inteiramente com recursos contabilizados conforme determina o (TSE) Tribunal Superior Eleitoral e aprovadas pela referida Corte. As prestações de contas estão disponíveis no site do TSE. Maguito e Daniel afirmam que nunca estiveram, nunca falaram e sequer conhecem os delatores. Ambos refutam qualquer acusação. Informam ainda que não foram notificados das investigações do Supremo Tribunal Federal e que estão tranquilos e convictos de que a ação será arquivada porque não tem qualquer lastro na realidade."

Márcio Toledo, arrecadador das campanhas da senadora Marta Suplicy (PMDB-SP)

"Estou surpreso. Preciso me informar", disse à reportagem.

Moisés Pinto Gomes, marido da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO)

Em nota, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) afirmou: "A respeito da decisão do Supremo Tribunal Federal, que autorizou abertura de inquérito para investigar nove ministros, 29 senadores e 42 deputados federais, na qual o meu nome é citado, declaro que: Lamentavelmente, por desconhecer o conteúdo da decisão do ministro Edson Fachin, não tenho, neste momento, elementos suficientes que me permitam rebater as supostas acusações feitas contra mim e o meu marido, mas afirmo categoricamente que, em toda a minha vida pública, nunca participei de corrupção e nunca aceitei participar de qualquer movimento de grupos fora da lei. Estarei à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários de maneira a eliminar qualquer dúvida sobre a nossa conduta. Sigo trabalhando no Senado pelo Brasil e pelo Tocantins. Minha história e minha correção são a base fundamental da minha defesa."

Napoleão Bernardes (PSDB), prefeito de Blumenau (SC)

"O prefeito Napoleão Bernardes disse estar perplexo com esta menção. Ressalta que seu governo e sua vida pública sempre foram e são pautados na ética, na seriedade, na transparência e na verdade. Confiante na Justiça brasileira, Napoleão Bernardes tem certeza de que os fatos serão esclarecidos mostrando sua isenção neste processo."

Paulo Bernardo (PT-PR), ex-ministro e deputado federal

A defesa do ex-ministro divulgou nota, assinada pela advogada Verônica Sterman: "Paulo Bernardo nega ter feito esse pedido e informa que não teve qualquer conversa com executivos da Odebrecht para tratar da inclusão da obra no PAC. Ela foi incluída de maneira absolutamente lícita e atendendo a reivindicação da bancada federal do Rio Grande do Sul, sem qualquer participação da empresa Odebrecht."

Rosalba Ciarlini (PP), prefeita de Mossoró e ex-governadora do Rio Grande do Norte

Diz que nunca recebeu doação de campanha da Odebrecht nem durante seu período no governo do Estado contratou obra ou serviço com a empresa ou o grupo. Afirma também que não recebeu deles nenhum benefício ou favor.