400 mil mortos: Pandemia já teria 'varrido' duas capitais brasileiras e cidades como Olinda, Foz do Iguaçu e Guarujá do mapa

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Com condução errática da crise sanitária no país, Brasil atingiu marca de 400 mil mortos por Covid-19 - Foto: AP Photo/Eraldo Peres
Com condução errática da crise sanitária no país, Brasil atingiu marca de 400 mil mortos por Covid-19 - Foto: AP Photo/Eraldo Peres
  • Brasil atingiu triste marca de 400 mil óbitos por Covid-19 nessa quinta-feira (29)

  • Número é superior a população de duas capitais brasileiras: Vitória-ES e Palmas-TO

  • 100 mil mortos pela doença foram registrados nos últimos 36 dias

400 mil mortos por Covid-19. Essa é a mais recente marca atingida pelo Brasil nesta quinta-feira (29). Com a pandemia do novo coronavírus descontrolada em 2021, o país atingiu recordes assustadores como mais de 4 mil óbitos em 24h

Para dar a dimensão da tragédia vivida pelo país, é possível fazer um paralelo do saldo de óbitos causados pelo vírus com populações de capitais inteiras do Brasil. Vitória-ES (cerca de 365 mil habitantes) e Palmas-TO (cerca de 306 mil habitantes) teriam 'sumido do mapa' do país, em uma comparação numérica do estrago proporcionado pela crise sanitária.

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Outras cidades brasileiras internacionalmente famosas também seriam devastadas se utilizássemos o mesmo critério, como é o caso de Olinda-PE (393 mil), Blumenau-SC (361 mil), Foz do Iguaçu-PR (258 mil), entre outras. 

Cidades ilustres do litoral paulista, pontos turísticos recorrentes no pré pandemia, também dão a medida do tamanho do estrago provocado pelo vírus no país. São Vicente (368 mil) e Guarujá (322 mil) também são menores que o total de óbitos registrados pelo Brasil durante a crise. Os dados são da lista publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de acordo com a estimativa para 1º de julho de 2020.

Minimizando o efeito da pandemia desde o início da crise, em março de 2020, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é criticado mundialmente pela sua postura negacionista em relação ao coronavírus. Até por isso, sua gestão é um dos principais alvos da CPI da Covid instalada na última terça-feira (27), que ouvirá os quatro chefes do Ministério da Saúde que o país já teve durante a pandemia.

100 mil mortes nos últimos 36 dias

O peso do novo coronavírus sobre o sistema de saúde também surge em outro indicador — uma em cada cinco mortes notificadas no país (21,7%) desde março do ano passado é decorrente da doença - Foto: REUTERS/Amanda Perobelli
O peso do novo coronavírus sobre o sistema de saúde também surge em outro indicador — uma em cada cinco mortes notificadas no país (21,7%) desde março do ano passado é decorrente da doença - Foto: REUTERS/Amanda Perobelli

A tragédia provocada pela Covid-19 no Brasil não é visível apenas na impressionante marca, atingida nesta quinta-feira (29), de 400.021 óbitos registrados desde o início da pandemia, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa. 

Nos últimos 36 dias, foram registradas 100 mil mortes. Isso significa que um de cada 4 mortes pela Covid-19 no Brasil desde o início aconteceram nesse período.

O peso do novo coronavírus sobre o sistema de saúde também surge em outro indicador — uma em cada cinco mortes notificadas no país (21,7%) desde março do ano passado é decorrente da doença. O índice foi calculado a partir de dados da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen), entidade que representa todos os cartórios do país.

A primeira morte provocada pela pandemia, segundo registros oficiais, ocorreu no dia 17 de março do ano passado. Desde aquele mês, o Brasil contabilizou 1.843.281 óbitos totais. A associação assinala que os cartórios são responsáveis pelo fornecimento de dados — e o número, portanto, pode estar defasado — mas relação de um quinto deve permanecer.