49% dos brasileiros são contrários à pena de morte, diz pesquisa

*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, BRASIL. 25.06.2019. Especial sobre gravidas e mães que estão no sistema prisional. Elas dão a luz e ficam com o recem nascido por 6 meses. Após esse periodo a criança é entregue aos familiares da detenta. Elas permanecem durante esse periodo em celas separadas da Penitenciaria Feminina da Capital no Carandiru. Detalhes das grades coloridas do pavilhao. (foto: Rubens Cavallari/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, BRASIL. 25.06.2019. Especial sobre gravidas e mães que estão no sistema prisional. Elas dão a luz e ficam com o recem nascido por 6 meses. Após esse periodo a criança é entregue aos familiares da detenta. Elas permanecem durante esse periodo em celas separadas da Penitenciaria Feminina da Capital no Carandiru. Detalhes das grades coloridas do pavilhao. (foto: Rubens Cavallari/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Há mais brasileiros contrários à adoção da pena de morte no país do que a favor, segundo pesquisa Ipec encomendada pela Globo.

Para 49% da população, a Justiça e o Estado não devem tirar a vida de nenhum indivíduo como punição para um crime, contra 42%, que se dizem a favor da previsão da morte no Código Penal.

A pesquisa ouviu 2.512 pessoas entre 9 e 11 de setembro em 158 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.

Desde a proclamação da República em 1889, a legislação brasileira não prevê a aplicação da pena de morte a nenhum tipo de crime. A pesquisa Ipec mostrou também que 6% da população diz que não é nem contra nem a favor da pena de morte, e 3% do grupo não soube responder à pergunta.

Os entrevistados que consideram o governo Bolsonaro ruim ou péssimo rejeitam mais a adoção da pena de morte do que os que aprovam a gestão do atual presidente, hoje candidato à reeleição.

Dentro do grupo, 55% se diz contrário. Entre evangélicos, que formam uma importante base de apoio de Bolsonaro, 53% também recusam à aplicação da pena de morte como medida punitiva, já defendida pelo mandatário.