5 baladas famosas que fecharam em SP durante a pandemia

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Minimalistic or abstract candle on table at a nightclub with out of focus background -- teal, blue and pink bokeh
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  • Clubes tradicionais anunciaram encerramento das atividades entre 2020 e 2021

  • Algumas boates transformaram o local em restaurante ou bar durante a restrição de funcionamento

  • Espaço conhecido se despede da cidade com uma dívida milionária 

A noite paulista não será mais a mesma. Quem passou a quarentena toda sonhando com a pista de dança da balada favorita pode se decepcionar ao tomar as duas doses da vacina e descobrir que o lugar que tanto amava não existe mais. 

Depois de um ano e meio de restrições de funcionamento, diversos estabelecimentos não conseguiram manter as portas abertas. Alguns lugares conseguiram se reinventar, transformando o espaço em bar ou restaurante, como a balada Tokyo, o clube Bofetada e a boate Outs. Outros tiveram uma partida prematura sem direito a despedida.

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The Week

"Para onde as padrões vão agora?". A famosa balada frequentada, majoritariamente, por homens gays sarados anunciou o fechamento em São Paulo nesta semana. 

O clube funcionou por 17 anos no bairro da Lapa, promovendo festas voltadas para o público LGBTQIA+. Em um comunicado, explicou que a unidade paulista foi vendida para uma imobiliária após ficar meses fechada. 

Mas nem tudo está perdido: o grupo reforçou que a filial do Rio de Janeiro continuará funcionando. Crossfiteiros e malhadões ainda terão um lugar no sudeste para beber gin tônica dançando Lady Gaga.

Beco 203

Quem foi emo ou indie nos anos 10 provavelmente lembra com carinho do circuito de baladas alternativas da Rua Augusta. Uma das mais famosas era a Beco 203, conhecida por reunir jovens vestidos de preto ávidos para dançar os sucessos do novo álbum do Arctic Monkeys ou chorar com as músicas tristes do Paramore.

Quando a balada veio para São Paulo, em 2011, já era conhecida por agitar as noites de Porto Alegre. Após quase uma década de histórias, encerrou as atividades em 2020, em meio ao caos da crise sanitária.

1007

"Ambiente com duas pistas, ótimos drinks, toca muito rock!". Essa é uma das avaliações encontradas quando procuramos pela boate no Google. 

No inicio das regras de restrição impostas pela pandemia, o estabelecimento tentou criar campanhas para tentar sobreviver, vendendo passaportes anuais e kits de festa. No entanto, após um longo período sem funcionar, anunciou que as sedes de São Paulo e Santa Catarina ficarão fechadas por tempo indeterminado.

Baderna 

Que tal fazer uma tatuagem enquanto bebe um drink e espera um show acústico depois de assistir uma roda de conversa sobre sexo seguro? Isso era possível no cantinho descolado da Oscar Freire. Em frente ao metrô Sumaré, o local era ao mesmo tempo bar, restaurante, pista de dança, estúdio de tatuagem e centro cultural.

Em atividade desde 2016, o espaço surgiu como conceito durante um show punk em uma escola ocupada por secundaristas no ano anterior e manteve as portas abertas até 2020, quando se despediu do público com uma carta publicada no Instagram.

Love Story

Uma das mais tradicionais discotecas da noite paulista anunciou partida em 2021, deixando baladeiros órfãos de um after pelo centro.

Após decretar falência no início do ano, a autoproclamada "casa de todas as casas" precisou leiloar até mesmo os sons, sofás e bebidas para pagar todas as dívidas, avaliadas em 1,7 milhões de reais. Pelo visto, a história de amor chegou ao fim.

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