5 casos de Inteligência Artificial e os personagens “humanos”

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Artificial intelegence as a part of human routine. Domestic personal robot for people assistance. AI helps a businessman, future technology concept. Vector illustration in cartoon style
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  • 15,3% das companhias de médio e grande porte no Brasil utilizam essa IA;

  • As assistentes virtuais Siri e Alexa, por exemplo, são dispositivos que utilizam essa tecnologia;

  • Inteligência Artificial também já foi usada para “criar” humanos muito reais.

Há alguns anos, a Inteligência Artificial parecia uma realidade apenas em filmes de ficção científica. Atualmente, essa tecnologia é utilizada por diversas empresas e está mais na nossa rotina do que imaginamos. As assistentes virtuais Siri e Alexa, por exemplo, são dispositivos que utilizam IA.

De acordo com um levantamento realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) em parceria com a IDC, 15,3% das companhias de médio e grande porte no Brasil utilizam essa tecnologia em vários setores e frentes de trabalho. A expectativa apontada pelo relatório é que esse número dobre nos próximos 4 anos.

Além de ser utilizada por corporações para otimizar o trabalho, a Inteligência Artificial também já foi usada para “criar” humanos muito reais. O tema é polêmico e esbarra em questões éticas. O portal Techtudo publicou cinco casos em que a IA criou “humanos” muito realistas, veja a seguir:

  1. Primeira apresentadora de TV criada por I.A.

  2. "Fotos" de pessoas que não existem

  3. Rosto de um, corpo de outro

  4. Sophia, a robô cidadã

  5. Robô que conversa ao telefone

Primeira apresentadora de TV criada por I.A.

A agência estatal chinesa Xinhua divulgou em fevereiro de 2019 o desenvolvimento da primeira apresentadora de TV criada por inteligência artificial no mundo. Ela será âncora de um telejornal. Xin Xiaomeng, como foi nomeada, foi modelada a partir de uma jornalista do país, Qu Meng,. A tecnologia é capaz de realizar a leitura de textos com a velocidade e dicção de um ser humano. A estreia de Xin está marcada para março, durante reuniões políticas que marcam o início do ano legislativo chinês.

A agência estatal pretende ter uma equipe extensa de apresentadores virtuais, criados a partir de inteligência artificial. Xiaomeng não é o primeiro “ser humano” desenvolvido com o objetivo de ser um apresentador de TV. No passado, a agência havia trabalhado no mesmo projeto, consolidado na figura do apresentador Xin Xiaohao. O primeiro feito da empresa nesse segmento foi introduzido ao mundo durante a Conferência Mundial da Internet em 2018. As atualizações contam com o aprimoramento da linguagem corporal, que permitem a Xiaohao realizar ações como se levantar da bancada, além de gesticular e mexer a boca com mais naturalidade.

"Fotos" de pessoas que não existem

O site ThisPersonDoesNotExist.com (http://thispersondoesnotexist.com/) é um bom exemplo de como a inteligência artificial consegue “criar” seres humanos. Ele funciona como um gerador de rostos humanos que, na verdade, não existem. Desenvolvido pelo engenheiro Philip Wang, o trabalho se baseia em pesquisas realizadas pela empresa de inteligência artificial Nvidia.

A tecnologia se apoia em redes virtuais neurais, as GANs (Generative Adversarial Network), além de contar com um algoritmo versado em um grande banco de dados de imagens de pessoas reais. A cada vez que um usuário atualiza o site, um novo rosto que não existe é apresentado. Esse recurso também poderá ser usado para gerar outros tipos de imagens, como de casas, animais, veículos etc.

Rosto de um, corpo de outro

O efeito chamado “deep fake” é uma técnica que usa machine learning e outros recursos de IA para criar vídeos com inserção de rostos de celebridades ou outras pessoas que, na verdade, não protagonizaram a cena.

Batizado com o nome de um usuário do Reddit responsável por utilizar vídeos de sexo já existentes e neles inserir o rosto de mulheres famosas, a técnica mostra a facilidade com que a tecnologia pode ser usada pelo usuário comum. Não são mais necessários equipamentos ou conhecimentos complexos para criar clipes audiovisuais com personagens reais; o manuseio de alguns instrumentos de fácil acesso no mercado tecnológico já pode ser o responsável pela disseminação de vídeos fakes.

Sophia, a robô cidadã

Não é apenas no mundo virtual que os humanos estão sendo “reproduzidos”. Com a ajuda da inteligência artificial e de muita tecnologia, robôs humanóides avançados estão sendo construídos. Sophia é um exemplo recente e popular. Criada em 2015 por David Hanson, ela é capaz de reproduzir um vasto número de expressões faciais, além de participar de debates com seres humanos.

Em 2017, Sophia foi considerada uma cidadã pela Arábia Saudita. Em discurso durante um evento de inovação na capital do país, ela se pronunciou, dizendo “estar muito honrada e orgulhosa pela distinção única”. Sua popularidade já a levou a ser convidada para participar de vídeo-clipes, séries de TV e um ensaio fotográfico na revista Elle.

Robô que conversa ao telefone

O Google utilizou uma tecnologia chamada Duplex para desenvolver um sistema de ligações através da inteligência artificial. O objetivo é fazer com que a Google Assistente seja capaz de resolver de forma autônoma algumas das tarefas de seu usuário, principalmente aquelas que exigem uma ligação para serem concluídas. A ferramenta realiza reservas e agenda compromissos, por exemplo. A inovação, portanto, é responsável por fazer com que a assistente virtual consiga falar de forma autônoma ao telefone com seres humanos.

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