5% das tentativas de abertura de contas digitais no Brasil são fraudes

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No Brasil, 5% das tentativas de registros de contas em bancos são identificadas como fraude. Os dados são de uma pesquisa da Flexdoc, empresa de engenharia bancária, que analisou 10 milhões de operações de cadastros de abertura de perfis financeiros em diversas instituições que utilizam sua plataforma de serviços.

As tentativas de fraude em registro digital, feitas a partir da apresentação de dados de terceiros ou documentos não autênticos, atingiram 5% das operações nos registros analisados, o que totalizou mais de 500 mil alertas emitidos pela Flexdoc para as instituições atacadas. Além disso, de acordo com a pesquisa da empresa, os processos de registro digital apresentam praticamente 100% de sucesso na detecção dessas tentativas, uma vez que diversos fatores de checagem são utilizados durante o processo.

Entre estes fatores de autenticação estão o próprio hardware do celular, com suas identidades nativas, cruzadas com dados do chip, as coordenadas de GPS e a conta do usuário, tudo isto o habilitando o aparelho como um token. Somando-se a isto, o processo de registro emprega a extração de dados digitais do cliente diretamente das imagens de documentos (sem possibilidade de adulteração) e confronta as informações de credenciais com arquivos públicos e privados, como birôs de informação, polícia, cartórios e órgãos de registros.

Outros dados da pesquisa

<em>(Imagem: Reprodução/Elements/DragonImages)</em>
(Imagem: Reprodução/Elements/DragonImages)

A pesquisa da Flexdoc também mostra outros dados, como o fato que para 65% dos casos avaliados, o registro digital de contas de pessoa física com o uso do celular leva, em média, 3,5 minutos no Brasil. Nas outras 35% ocorrências estudadas, porém, este indicador é bem menor, e cai para 2 minutos ou menos. Segundo a empresa, a incidência do índice reduzido coincide com os dados de instituições que usam Apps específicos para a captura digital instalados no celular do cliente, não usada por parte dos bancos.

O uso de apps específicos, explica a Flexdoc, tem o objetivo de não comprometer recursos nativos e a memória do celular do usuário, a partir de interfaces não especializadas para a captura móvel. Em contrapartida, esta economia de memória resulta em maiores dificuldades de operação e na geração de jobs (pacotes de dados e documentos) mais pesados e mais difíceis de serem enviados para os sistemas usados no processamento das solicitações de registros.

O estudo também mostra que a taxa de sucesso geral dos cadastramentos digitais é alta, atingindo 70% das operações, considerando apenas o sucesso na primeira tentativa. Ao mesmo tempo, 25% dos cadastramentos precisam de duas até cinco tentativas para concluir com sucesso o processo, e 5% resultam em falha completa, durante um período de 30 dias analisados. Os principais problemas encontrados no processo são no envio de imagens dos documentos, nas selfies dos usuários e erros na operação do processo pelos clientes.

A rejeição das imagens capturadas se dá por fatores como a baixa nitidez (fotos muito apagadas, escuras ou distorcidas) erro de posicionamento do documento e obstrução do campo de visão (como o dedo do usuário segurando a CNH ou a capa plástica translúcida envolvendo a credencial). Outro erro frequente nos registros é visto nas selfies, onde muitas vezes as orientações não são completas, resultando em usuários enviando fotos de corpo inteiro, que são rejeitadas no cadastro.

De acordo com Everson Lima, sócio responsável pela arquitetura de sistemas da Flexdoc, essas falhas podem ser minimizadas pelo uso de Apps de captura, que segundo o sócio permite processar várias funções da captura no próprio celular, corrigido distorções de imagem e aplicando compressão de dados antes de criar o pacote que será enviado para o registro.

Fonte: Canaltech

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