Rússia e Irã advertem que estão prontos para responder a qualquer agressão

Cairo, 9 abr (EFE).- A Sala de Operações Conjuntas de Rússia e Irã e das Forças Aliadas na Síria advertiu neste domingo que ambos países estão prontos para responder a qualquer agressão, dois dias após o ataque dos Estados Unidos contra uma base aérea síria, informou o site do jornal governamental "Tishrin".

"Estamos preparados para responder a qualquer agressão ou transgressão das linhas vermelhas por parte de qualquer um. Os Estados Unidos conhecem bem nossas capacidades de resposta", alertou a sala de operações conjuntas em um comunicado publicado pelo jornal sírio.

O comunicado acrescenta que "a agressão dos EUA na Síria ultrapassa e ataca a soberania do povo e do Estado (sírio)" e lembrou que o país árabe está há seis anos lutando contra o terrorismo em nome do resto do mundo.

Além disso, assegura que alguns países e organizações encararam o suposto ataque químico de terça-feira passada contra a cidade de Khan Sheikhoun como um pretexto para atacar a Síria.

A nota garante ainda que a "agressão dos EUA não dissuadirá os aliados que lutam contra o terrorismo e o eliminam".

"Continuaremos lutando junto ao exército Árabe de Síria e trabalharemos com ele para liberar o território sírio da abominação do terrorismo", destaca o texto.

Na madrugada da sexta-feira, os EUA lançaram 59 mísseis de cruzeiro Tomahawk na base síria de Shayrat, de onde supostamente partiram os ataques aéreos com armas químicas de terça-feira contra Khan Sheikhoun, onde pelo menos 87 pessoas morreram, de acordo com dados do Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e do Irã, Hassan Rohani, reiteraram hoje sua condenação ao ataque dos EUA, em uma conversação telefônica.

"Ambas partes destacaram que são inaceitáveis as ações agressivas dos EUA contra um Estado soberano e contra o direito internacional. Os dois também defenderam uma investigação objetiva e imparcial do incidente com armas químicas de 4 de abril na província de Idlib", informou um comunicado do Kremlin. EFE