5 vezes que Bolsonaro minimizou o coronavírus

Bolsonaro minimizou o coronavírus. Foto: Isac Nóbrega/PR

A pandemia de coronavírus já deixou mais de 11 mil mortos no Brasil e continua a assustar e contaminar a população. Mesmo assim, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) segue minimizando a letalidade do Covid-19. 

Desde que ocorreu o primeiro óbito no País, Bolsonaro nunca pediu para que a população ficasse em casa e investisse no isolamento social. Muito pelo contrário. O presidente incentivou e continua incentivando que as pessoas saiam de casa com o argumento de que o Brasil não pode parar. 

Esse incentivo para que as pessoas não respeitem a quarentena está presente também nas atitudes do presidente, que sempre aparece em público sem máscara e dando declarações que vão contra as recomendações das autoridades de saúde.

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Relembre alguns momentos:

“Fantasia”

Em 10 de março de 2020, Bolsonaro fez um discurso durante um evento em Miami, nos Estados Unidos, em que disse que a “questão do coronavírus” não era “isso tudo” e que era muito mais uma “fantasia” propagada pelos jornalistas de todo o mundo. “Temos, no momento, uma crise, uma pequena crise”, afirmou.

“Gripezinha”

Em 24 de março de 2020, Bolsonaro fez um pronunciamento em rede nacional criticando o fechamento de escolas e do comércio por conta do coronavírus. De acordo com ele, as pessoas não deveriam se preocupar com o Covid-19 por ele representar apenas uma “gripezinha” ou um “resfriadinho” para as pessoas contaminadas.

Ele também se colocou em seu discurso dizendo que, caso ele pegasse a doença, ele não teria grandes problemas, pois ele tem um “histórico de atleta”. O comentário de Bolsonaro veio em meio às desconfianças de que ele poderia ter sido testado positivo para coronavírus após sua passagem por Miami.

Durante o pronunciamento, Bolsonaro também disse que tinha sido espalhada uma “sensação de pavor” que seria desnecessária. “O cenário perfeito, potencializado pela mídia, para que uma verdadeira histeria se espalhasse pelo nosso País”, afirmou.

“Não sou coveiro”

No dia 20 de abril de 2020, Bolsonaro foi questionado, em Brasília, sobre o número de mortes de brasileiros que tinham sido vítimas de coronavírus. Sem deixar um jornalista concluir a pergunta, o presidente respondeu. “Ô, cara, quem fala de… eu não sou coveiro, tá certo?”, disse.

O repórter tentou, novamente, fazer a pergunta. No entanto, foi interrompido novamente pelo presidente que deu a mesma resposta. “Não sou coveiro, tá?”, disse Bolsonaro que estava visivelmente irritado com o questionamento.

“E daí?”

Em 28 de abril de 2020, o presidente voltou a ser questionado, em Brasília, por jornalistas sobre o avanço do número de mortes no Brasil por conta do coronavírus. Dessa vez, uma repórter perguntou para Bolsonaro sobre o País ter ultrapassado a China no número de mortos. Gritando, Bolsonaro respondeu: “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias [em referência ao próprio nome que é Jair Messias Bolsonaro], mas não faço milagre”.

“Lamento a situação que nós atravessamos com o vírus. Nos solidarizamos com as famílias que perderam seus entes queridos, que a grande parte eram pessoas idosas. Mas é a vida. Amanhã vou eu. Logicamente, a gente quer ter uma morte digna e deixar uma boa história para trás”, disse Bolsonaro durante a mesma entrevista.

"70% vai pegar"

Em 9 de maio de 2020, foi divulgado um vídeo em que o presidente conversava com seus seguidores. Montado em um jet ski, Bolsonaro afirmou que existia uma “neurose” das pessoas em relação ao coronavírus e que muitas pessoas iriam ser contaminadas. “70% vai pegar. Não tem como”, afirmou.

A cena aconteceu depois de o Brasil ultrapassar o número de 10 mil mortes por conta do Covid-19 e após Bolsonaro ter dito que iria fazer um churrasco para cerca de 30 pessoas no final de semana. Após a repercussão negativa de sua fala, o presidente voltou atrás, disse que a notícia era falsa e chamou jornalistas de idiotas.

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