51 imóveis: Aliados de Bolsonaro celebram censura da Justiça à matéria do UOL

Flavio Bolsonaro e aliados comemoram decisão da Justiça do DF. REUTERS/Adriano Machado
Flavio Bolsonaro e aliados comemoram decisão da Justiça do DF. REUTERS/Adriano Machado

Após determinação da Justiça do Distrito Federal, aliados da família de Jair Bolsonaro (PL) estão celebrando a censura feita ao portal de notícias UOL. A decisão do desembargador do DF determinou que sejam retiradas do ar reportagens e matérias a respeito de imóveis da família do presidente. Flávio Bolsonaro, por exemplo, escreveu "Vitória" em suas redes sociais a respeito da ordem.

"VITÓRIA! Justiça entende que lulistas do UOL inventaram enredo mentiroso e criminoso sobre imóveis para atacar Bolsonaro na eleição! Foi aceita minha queixa-crime para que eles respondam pelos crimes que cometeram contra mim e minha família!", postou o senador.

Outro aliado afirmou que as reportagens são falsas. "Não há censura nenhuma nisso. A censura é sempre em cima de quem é do lado do Bolsonaro. Inclusive, essa matéria aí. Essa matéria tem o objetivo de prejudicar o presidente. É fake news. Está certíssima essa decisão", disse Giovani Cherini (RS), 1º vice-líder do Partido Liberal na Câmara dos Deputados.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios ordenou que o site de notícias tire do ar reportagens e matérias a respeito de 51 imóveis da família Bolsonaro. O motivo seria por uso de informações sigilosas na apuração do portal, além de base de investigações anuladas.

No fim de agosto, o portal revelou que quase metade do patrimônio em imóveis do presidente e de seus familiares mais próximos foi construída nos últimos 30 anos com uso de dinheiro em espécie.

Desde 1990, quando Bolsonaro entrou na política, até hoje, ele, irmãos e filhos negociaram 107 imóveis. Do total, pelo menos 51 foram adquiridos total ou parcialmente com uso de dinheiro vivo, segundo declaração dos próprios integrantes do clã.

Pesquisas eleitorais, como saber em quais posso confiar?

Em meio a essa diversidade de levantamentos existentes no Brasil, muitos eleitores não sabem em quais resultados acreditar.

No primeiro dia do ano passou a ser obrigatório (leia a resolução clicando aqui)o registro junto à Justiça Eleitoral de qualquer pesquisa pública relacionada às eleições para presidente e governador. Porém, se uma pesquisa está registrada não necessariamente significa que ela será confiável, isso porque não há nenhum tipo de fiscalização prévia sobre a metodologia desses levantamentos.

Atualmente, a confiabilidade das pesquisas é garantida no Brasil por meio da transparência. São algumas das informações que devem ser cadastradas junto à Justiça Eleitoral, tornando as pesquisas passíveis de contestação, caso qualquer irregularidade seja encontrada posteriormente:

  • Nome do contratante

  • Valor cobrado pela pesquisa

  • Origem dos recursos investidos

  • Metodologia

  • Período de realização

  • Sistema de fiscalização da coleta de dados

  • Tipo de questionário aplicado

Para identificar os atributos que mais merecem atenção nas pesquisas eleitorais, a reportagem do Yahoo! Notícias conversou com alguns especialistas no assunto e separou uma lista com os pontos mais importantes, confira aqui.

Qual a data das Eleições 2022?

O primeiro turno das eleições será realizado no dia 2 de outubro, um domingo. Já o segundo turno – caso necessário – será disputado no dia 30 de outubro, também um domingo.

Veja a ordem de escolha na urna eletrônica nas Eleições 2022

  1. Deputado federal (quatro dígitos)

  2. Deputado estadual (cinco dígitos)

  3. Senador (três dígitos)

  4. Governador (dois dígitos)

  5. Presidente da República (dois dígitos)