55 - Delator diz que campanha de Dilma recebeu vantagens indevidas

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht Alexandrino Alencar relatou que a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) recebeu "vantagens indevidas, não contabilizadas, no âmbito da campanha eleitoral no âmbito da campanha no ano de 2014".

O assunto está em uma das petições assinadas pelo ministro do STF Edson Fachin relacionada às delações da Odebrecht. No documento, ele declina a competência do Supremo para julgar o caso, já que a ex-presidente não tem foro privilegiado.

O STF tornou os documentos relacionados às delações da empreiteira públicos na noite desta terça-feira (11).

O delator relatou que os repasses foram feitos por intermédio de Manoel Araújo Sobrinho a pedido do tesoureiro da campanha Edinho da Silva, hoje prefeito de Araraquara eleito pelo PT.

Com a eleição de Dilma em 2014, Edinho foi nomeado secretário de Comunicação Social da Presidência e Sobrinho se tornou seu chefe de gabinete.

No entanto, ele caiu do posto depois que o dono da UTC, Ricardo Pessoa, afirmou que Sobrinho, homem de confiança de Edinho, acertou a doação de R$ 7,5 milhões da campanha de 2014 de Dilma.