56% dos brasileiros são contra indulto de Bolsonaro a Daniel Silveira

Presidente Jair Bolsonaro concedeu perdão a Daniel Silveira (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Presidente Jair Bolsonaro concedeu perdão a Daniel Silveira (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

Resumo da notícia

  • Maioria dos brasileira desaprova decisão de Bolsonaro de dar perdão a Daniel Silveira

  • Levantamento foi feito pela pesquisa Ipespe e mostra que 56% discordam de Bolsonaro

  • Silveira foi condenado a 8 anos 9 meses de prisão pelo STF, mas recebeu o perdão do presidente

A maior parte da população brasileira é contra o perdão dado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) ao deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ). O dado está na nova pesquisa Ipespe, divulgada nesta sexta-feira (6).

Segundo o levantamento, 29% dos brasileiros aprovam a decisão de Bolsonaro de perdoar Silveira:

  • Aprova: 29%

  • Desaprova: 56%

  • Não respondeu: 15%

A pesquisa também mediu o impacto da decisão na chance de os eleitores votarem em Bolsonaro. O resultado mostrou uma divisão em três partes: os que não se importam e não terão o voto mudado, os que a chance aumenta e, a maior parte, os que a chance diminui ainda mais.

  • Chance aumenta após a decisão: 20%

  • Não altera: 31%

  • Diminui: 35%

  • Não sabe/não respondeu: 14%

A pesquisa foi realizada no período de 2 a 4 de maio de 2022 com 1 mil entrevistados via telefone. A margem de erro máximo estimada é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95,5%, e a pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03473/2022.

Daniel Silveira foi condenado a 8 anos e 9 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal, no âmbito do inquérito sobre a organização de atos antidemocráticos. No entanto, ele recebeu o perdão de Bolsonaro, impedindo que ele fosse preso.

A decisão do presidente da República foi considerada uma afronta ao STF por opositores, mas bolsonaristas apoiaram a decisão. Segundo Jair Bolsonaro, Silveira passou do ponto, mas detê-lo seria “uma injustiça”.

“Um deputado federal, por mais que ele tenha falado coisas absurdas — e ninguém discute isso, que foram coisas absurdas —, a pena não pode ser 8 anos e nove meses de cadeia em regime fechado, perda de mandato, inelegibilidade e multa. Houve um excesso”, declarou o presidente em entrevista à rádio Metrópoles (FM), de Cuiabá, no fim de abril.

“Caberia a mim, e só a mim e mais ninguém aqui no Brasil, desfazer essa injustiça. Eu não quero peitar o Supremo, dizer que eu sou mais importante, ou eu tenho mais coragem que eles, longe disso”, afirmou Bolsonaro.

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