5G: rede privativa poderá ser usada por outros Poderes, diz ministro

Daniel Gullino
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BRASÍLIA — A rede privativa de comunicação do governo, que terá que ser construída pela empresa que vencer o leilão da quinta geração da telefonia móvel (5G), poderá ser disponibilizada também para os Poderes Legislativo e Judiciário, de acordo com o ministro das Comunicações, Fábio Faria. A construção da rede é uma das exigências estabelecidas em portaria publicada na semana passada com as regras para o leilão.

— Imaginem o Brasil, do tamanho que ele é, dentro dele um box pequeno, que dentro dele vai conter toda a administração pública, Forças Armadas e nós também iremos oferecer a outros Poderes que queiram aderir, como Poder Legislativo, Poder Judiciário, a Procuradoria-Geral da República. Atendendo às diretrizes do governo Bolsonaro, nós criamos essa rede privativa que deve ter requisitos de governança corporativa exigidos no mercado acionário brasileiro — disse Fábio Faria, em pronunciamento no Palácio do Planalto.

A portaria estabelece que a rede móvel ficará baseada no Distrito Federal "para atendimento a atividades de segurança pública, defesa, serviços de socorro e emergência, resposta a desastres e outras atribuições críticas de Estado, incluindo as realizadas por entes federados, bem como para atendimento aos órgãos públicos federais". Haverá ainda uma rede fixa "para atendimento aos órgãos públicos federais, complementar à rede de governo existente".