6 a cada 10 famílias precisam fazer "rodízio" para escolher qual conta pagar

Sono, autoestima, vida pessoal e convívio com a família são impactados pela incapacidade de manter as contas em dia (Getty Image)
Sono, autoestima, vida pessoal e convívio com a família são impactados pela incapacidade de manter as contas em dia (Getty Image)
  • 80% das famílias brasileiras têm alguma dívida atualmente;

  • 6 a cada domínicos precisam revezar no pagamento das contas atrasadas;

  • Desemprego e a falta de planejamento financeiro são as principais causas de débitos.

Ao longo dos últimos 12 meses, 60% dos brasileiros tiveram que "sortear" as contas mais atrasadas para escolher quais seriam pagas. Isso porque quase 80% dos domicílios estão endividados, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Um estudo divulgado nesta quarta-feira (dia 16) pelo Instituto Locomotiva e pela empresa de tecnologia do mercado financeiro MFM TI aponta que, quando os consumidores precisam escolher qual dívida quitar, as despesas básicas são as primeiras a serem consideradas.

Água, luz e gás são a prioridade, ao lado de gastos com cartão de crédito e compras nos supermercados. O aluguel ocupa a quarta posição do ranking.

Atualmente, 56% dos inadimplentes têm dívidas abertas no cartão de crédito. Empréstimos são responsáveis por 40% das dívidas, seguidos de cheque especial e contas de consumo, como internet.

No momento, 60% dos negativados culpam o desemprego e a falta de planejamento financeiro pelos atrasos nos pagamentos. Entre os beneficiários do Auxílio Brasil, mais de metade devem usar os valores do programa para quitar esses valores.

Dos entrevistados pela pesquisa, 84% acreditam que as dívidas impactam negativamente seu estado emocional e grande parte dizem que a preocupação interfere na felicidade. Sono, autoestima, vida pessoal e convívio familiar também são impactados pela incapacidade de manter as contas em dia.

Das pessoas que querem honrar os compromissos financeiros, grande parte pretende economizar em outras contas, reduzindo o consumo de determinados produtos e serviços, buscando descontos ou renegociando as dívidas.