6 fatos sobre Jeffrey Epstein, bilionário que comandava rede de pedofilia

Magnata e influente, Jeffrey Epstein foi encontrado morto no dia 10 de agosto, dentro da cela de uma prisão federal em Manhattan, nos Estados Unidos, onde aguardava julgamento por comandar uma rede de pedofilia.

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Ele havia sido preso em julho, e suas ligações com a elite política e empresarial do país continuam rendendo contornos escandalosos.

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A necrópsia realizada no corpo determinou que Epstein se suicidou por enforcamento, mas a confirmação do suicídio ainda deixa muitos pontos de interrogação sobre o bilionário. Aqui estão os aspectos mais bizarros de sua vida.

1 – Afinal, quem era ele?

“Um cara ótimo", disse o presidente norte-americano Donald Trump sobre Epstein. Os dois eram amigos de longa data. O bilionário era conhecido por circular entre a elite, com poderosos como o presidente americano Donald Trump, o ex-presidente americano Bill Clinton e o príncipe Andrew, do Reino Unido. Levando uma vida bizarra, ele construiu um império. Avião, jatinhos e muitas mansões ao redor do mundo fazem parte da sua fortuna.

2 – Primeira condenação

No passado, já havia sido condenado por solicitar prostituição a uma menor de idade, mas conseguiu escapar de grandes condenações.

Em 2008, fechou um acordo de leniência com a Procuradoria da Flórida e foi condenado a apenas 13 meses de prisão após se declarar culpado de utilizar prostitutas menores de idade. Mas o caso foi reaberto, e o milionário acabou preso novamente em julho deste ano sob acusações federais de tráfico sexual de menores na Flórida e em Nova York.

Jeffrey Epstein em março de 2017. Foto: New York State Sex Offender Registry via AP, Arquivo

3 – As vítimas

Epstein começou a ser investigado em 2005 por pedofilia, em um caso que depois se expandiu para acusações de uso de prostitutas menores de idade e tráfico sexual de menores. Acredita-se que o magnata tenha recrutado dezenas de meninas, algumas delas entre 14 e 16 anos, convencendo as jovens que seria apenas sessões de passagens, mas na realidade ali começavam os abusos.

A história fica ainda mais bizarra. De acordo com publicação do The New York Times, Epstein tinha um plano de engravidar 20 mulheres e criar “nova raça humana pós-extinção” com seu DNA em uma fazenda no Novo México. Além disso, uma das vítimas revelou ter tentado nadar em um mar infestado de tubarões para fugir de uma das ilhas particulares de Epstein, conhecida como a “Ilha dos Pedófilos”.

4 – Fortuna

Antes de enriquecer, Epstein lecionava em um colégio. O pai de um de seus alunos teria se impressionado com suas habilidades e o colocou em contato com um sócio do banco de investimentos Bear Stearns, em Wall Street. Sua ascensão foi rápida e em quatro anos se tornou sócio. Em 1982 já tinha criado sua própria empresa - J Epstein and Co. A companhia administrava recursos de clientes que valiam mais de US$1 bilhão. Foi um sucesso quase instantâneo

De acordo com o jornal The New York Post, o patrimônio de Epstein estava avaliado em mais de 577 milhões de dólares, incluindo mais de 56 milhões de dólares em dinheiro.

Ele era dono de três passaportes nos EUA, além de dois jatos particulares e 15 carros. Seu avião foi apelidado de "Lolita Express", e os registros de voos obtidos listam alguns de seus passageiros, incluindo o ex-presidente Bill Clinton.

5 – Mansões

Além da casa em Nova York que estampava as iniciais do seu nome (J.E.) logo na entrada, ele também era dono de propriedades no Novo México, Paris e Ilhas Virgens Americanas, onde tinha uma ilha privada, e uma propriedade em Palm Beach avaliada em mais de US$ 12 milhões.

Durante as investigações, a polícia mencionou que encontrou na residência em Palm Beach alguns móveis estranhos e perturbadores, como fotos nuas emolduradas de garotas aparentemente pré-adolescentes. Havia ainda uma cadeira de massagem no banheiro, onde as mulheres alegavam que Epstein as coagiram a fazer sexo, com o que parecia ser um equipamento odontológico.

6 - Morte

Sem direito a fiança desde que foi preso, em julho de 2019, o magnata foi achado enforcado dentro de sua cela. Epstein, que poderia pegar uma pena de até 45 anos de prisão, se declarava inocente. Nenhum beneficiário foi identificado no testamento e seus bens foram colocados em um fundo de investimento criado por ele mesmo. O testamento foi apresentado no dia 8 de agosto nas Ilhas Virgens, dois dias antes de sua morte.