6 golpes mais comuns com Pix e como evitá-los

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Em novembro de 2020, entrou em vigor no Brasil uma nova forma de pagamento e transferência de dinheiro implementada pelo Banco Central. Segundo dados recentes divulgados pelo BC, mais de 240 milhões de usuários já cadastraram uma chave Pix, e 45% da população adulta do país já utilizou o Pix em algum momento.

O sistema de pagamentos e transferências foi amplamente aceito no Brasil e hoje já supera a quantidade de TED, DOC, cheques e boletos feitos. Mais de 1,5 bilhão de transações já foram feitas via Pix e movimentaram mais de R$ 1,109 trilhão.

A praticidade e rapidez oferecidas pelas transações via Pix vem atraindo não só novos adeptos, mas também golpistas de toda sorte. Criam desde golpes mais rústicos até fraudes mais sofisticadas que tem atingido muitos usuários. As principais tentativas de golpes estão relacionadas com a tática de phishing, técnica que consiste em enganar o indivíduo para que ele forneça dados pessoais e informações confidenciais.

Veja abaixo os 6 golpes mais comuns com Pix e saiba como evitá-los:

  1. Clonagem de Whatsapp

  2. Engenharia social elaborada

  3. Perfis falsos no Whatsapp

  4. Centrais de atendimento falsas

  5. Bug do Pix

  6. Pix Cobrança

Clonagem de Whatsapp

A clonagem de Whatsapp é um ataque comum mesmo antes da existência do Pix. A fraude foi aprimorada com a nova tecnologia lançada. O golpe funciona da seguinte maneira: o criminoso entra em contato com a vítima fingindo ser representante de uma empresa em que a pessoa tem algum tipo de cadastro e solicita um código de segurança que é enviado por SMS supostamente para manutenção, atualização ou confirmação de cadastro. Esse código permite a clonagem do Whatsapp. A partir disso, os golpistas começam a enviar mensagens para os contatos da vítima pedindo ajuda financeira por transferência via Pix.

A medida mais simples para evitar que o Whatsapp seja clonado é habilitar, no aplicativo, a opção “Verificação em duas etapas”: Configurações > Ajustes > Conta > Verificação em duas etapas.

Para quem for abordado por um conhecido via Whatsapp pedindo dinheiro por transferências Pix, entre em contato diretamente com a pessoa através de uma ligação, se possível, para verificar a veracidade do pedido e evitar cair no golpe.

Engenharia social elaborada

Como o golpe da clonagem de Whatsapp já é evitado por quem ativa a Verificação em duas etapas, os fraudadores elaboraram uma engenharia social mais sofisticada para continuar aplicando golpes. Depois de obter o código enviado por SMS, o golpista entra em contato com a vítima e se passa por um integrante da equipe de suporte do Whatsapp. A vítima é informada que foi identificada uma atividade suspeita em sua conta e é solicitada para que recadastre a dupla autenticação através de um e-mail enviado.

Um link é enviado para a redefinição da verificação em duas etapas que ao ser clicado, desabilita o mecanismo de proteção. Com isso, o criminoso pode seguir em frente para continuar o golpe e clonar a conta do usuário.

Tenha atenção ao clicar em links que peçam a redefinição de senhas ou demais mecanismos de proteção.

Perfis falsos no Whatsapp

Outra modalidade de golpe relacionado a clonagem do Whatsapp, essa fraude consiste em o criminoso conseguir criar uma conta nova através de informações e fotos encontradas em redes sociais da vítima. Depois de conseguir os contatos, o golpista utiliza um número desconhecido alegando que algo emergencial aconteceu, como um assalto, para justificar o número novo e assim poder pedir dinheiro aos contatos via transferência Pix.

Nessa caso, fique atento ao expor seus dados em redes sociais. E para quem receber mensagens de números novos, mesmo que contenha a foto de um amigo ou familiar, desconfie se as mensagens tiverem como conteúdo pedidos financeiros.

Centrais de atendimento falsas

Nessa modalidade de golpe, o criminoso se passa por funcionário de banco em que a vítima tem conta para oferecer ajuda para cadastro da chave Pix ou para informar que é preciso fazer um teste, para regularizar o registro.

De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os funcionários das instituições financeiras não ligam para os clientes para fazer testes com o Pix e não solicitam dados pessoais dos seus clientes de maneira ativa, ou seja, entrando em contato diretamente. Nesse caso, é preciso evitar passar dados bancários e pessoais por telefone e caso seja necessário, entre em contato através dos canais oficiais dos bancos ou vá presencialmente a sua agência bancária para confirmar qualquer necessidade de atualização cadastral.

Bug do Pix

O golpe do Bug do Pix tem como base principal a divulgação de Fake News. São vídeos e mensagens falsas que correm nas redes sociais que afirmam que um bug no Pix permite que o usuário receba um prêmio em dinheiro quando transfere valores para determinadas contas aleatórias.

Não acredite em um possível bug do sistema de pagamentos e transferências sem antes verificar notícias e fontes seguras sobre o ocorrido e também não repasse dinheiro via Pix a contas que você não reconhece como seguras.

Pix Cobrança

Por meio de um QR Code gerado pelo app, o Pix Cobrança permite o pagamento imediato a empresas ou prestadores de serviço, uma solução que surgiu como uma alternativa ao boleto bancário. Porém, os golpistas utilizam esse tecnologia para criar QR Codes falsos que direcionam a sites e páginas clonadas, induzindo a vítima a fazer um pagamento. É difícil distinguir um QR Code falso de um verdadeiro apenas no olho, por isso é importante ficar atento a mais informações antes de realizar o pagamento, como o valor cobrado, CPF ou CNPJ informado.

Outra maneira de evitar cair nesse golpe é nunca escanear um QR Code enviado por desconhecidos, seja por e-mail ou mensagem.

Com informações de CanalTech.

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