6 iniciativas de inclusão para mulheres no mercado de criptomoedas

Iniciativas buscam a inclusão de mulheres no mercado de criptomoedas.<br>Foto: Reprodução.
Iniciativas buscam a inclusão de mulheres no mercado de criptomoedas.
Foto: Reprodução.
  • Mulheres ainda são minoria no mercado de criptomoedas;

  • Iniciativas trabalham para a promover inclusão de mais pessoas do gênero feminino nesse mercado;

  • O interesse feminino por criptoativos tem aumentando consideravelmente.

O mercado de criptomoedas continua em crescimento e conquistando adeptos ao redor do mundo. A movimentação financeira em março deste ano chegou a 2 trilhões de dólares (R$ 9,24 trilhões), após uma decisão favorável à mineração de Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH) pelo Parlamento Europeu.

No Brasil, foram movimentados aproximadamente US$ 200,7 (aproximadamente 1 bilhão de reais) em operações relacionadas à moedas digitais em 2021. Além do valor em criptoativos, o número de pessoas que movimentaram tokens no país cresceu, passando de 125 mil para 459 mil entre os anos de 2020 e 2021.

As negociações e investimentos em criptoativos ainda é um universo dominado majoritariamente pelo gênero masculino, mas o interesse feminino por esse espaço tem aumentando consideravelmente. Uma pesquisa realizada em janeiro com 1.031 norte-americanas que se identificaram como mulheres entre 18 e 65 anos revelou que 92% dessas mulheres que participaram da pesquisa já ouviram falar de criptomoedas, com uma a cada quatro (24%) afirmando já ter investido em alguma moeda digital. Contudo, 72% das entrevistadas acreditam que investir é arriscado.

Para ajudar a trazer mais mulheres para o mercado de criptomoedas e incentivá-las a se tornarem investidoras e protagonistas na indústria cripto, algumas iniciativas trabalham para a inclusão de mais pessoas do gênero feminino nesse mercado.

Confira a seguir alguns desses projetos divulgados pela Cointelegraph:

  1. She 256

  2. Surge

  3. Women’s Coin

  4. Cryptobesties

  5. BFF

  6. Cryptochicks

She 256

A presença reduzida de mulheres em um evento sobre blockchain na Califórnia serviu como pontapé para que as poucas que estavam presentes criassem o coletivo She 256.

O projeto oferece um programa de mentoria que já atendeu mais de 900 interessadas em mais de 40 países ao redor do mundo. Além disso, o She 256 oferece também iniciativas educacionais, como o Block-Change, voltada para alunas do ensino médio e o Fireside Chats que disponibiliza entrevistas com mulheres proeminentes no mercado de criptomoedas.

Surge

Surge é uma comunidade global de aprendizagem coletiva focada em promover iniciativas educacionais sobre Web3 e tecnologia blockchain.

Idealizada por quatro amigas com interesse comum pelo potencial econômico e criativo dos protocolos descentralizados, o Surge lançará em breve sua primeira coleção de tokens não fungíveis. Intitulada Surge Passport NFT, a coleção é composta por 5.000 desenhos feitos à mão que prometem às futuras detentoras acesso a benefícios e recompensas "em toda a Web3".

Women’s Coin

Women’s Coin é um token baseado na blockchain do Bitcoin (BTC) que gera receitas para ações filantrópicas sempre que a moeda é usada. Todos os fundos arrecadados são destinados à Women's Coin Foundation (WCEF), uma entidade sem fins lucrativos que oferece cursos sobre criptoativos e finanças para mulheres.

O objetivo da fundação é promover a liberdade e a independência de mulheres de diversas partes do mundo através de emancipação educacional, financeira e tecnológica.

Cryptobesties

Cryptobesties é uma comunidade online para garotas que amam criptomoedas e querem trabalhar na indústria. Elas mantêm um quadro de empregos que oferece oportunidades em diversas áreas da indústria.

As Cryptobesties também têm um canal no Discord para trocar informações e fortalecer os laços entre as participantes da comunidade, além de serem bastante ativas em redes sociais como TikTok, Twitter, e Instagram.

BFF

O BFF apresenta-se como uma "nova comunidade de curiosos sobre criptoativos" fundada por aproximadamente 50 personalidades do gênero feminino e não-binárias vinculadas à criptomoedas, tecnologia, design, finanças, moda e entretenimento.

O objetivo do BFF é cultivar uma nova geração de pessoas ligadas à comunidade cripto, com foco nas mulheres, em minorias étnicas, em grupos discriminados por raça e gênero e na comunidade LGBTQ+.

As atrizes Mila Kunis, Tyra Banks e Gwyneth Paltrow são algumas das personalidades por trás da BFF.

Cryptochicks

Baseado em Toronto, no Canadá, o CryptoChicks foi fundado por duas engenheiras, Elena Sinelnikova e Natalia Ameline. Esta última é nada mais nada menos do que a mãe do fundador do Ethereum (ETH), Vitalik Buterin.

A entidade sem fins lucrativos já realizou eventos em 56 países ao redor do mundo.

Além dos eventos presenciais, o CryptoChicks oferece cursos on-line gratuitos e um quadro de empregos para mulheres que buscam oportunidades no espaço cripto. É possível também se inscrever na Cryptochicks Academy, que oferece cursos intensivos de programação, finanças e empreendedorismo para mulheres.

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