62% acham que medidas de auxílio de Bolsonaro são eleitoreiras

Governo Bolsonaro aumentou Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600 (Foto: MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)
Governo Bolsonaro aumentou Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600 (Foto: MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)

O governo de Jair Bolsonaro (PL) criou a PEC Kamikaze – também conhecida como Pacote de Bondades – e aumentou o Auxílio Brasil e o Vale Gás, além de ter criado benefícios para taxistas, caminhoneiros. Para a maioria dos eleitores, as medidas são majoritariamente eleitoreiras, não para ajudar a população.

Segundo a nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (17), 62% dos brasileiros afirmam que as medidas são, principalmente, para ajudar a eleição de Bolsonaro. Outros 33% acreditam que os benefícios foram criados para ajudar as pessoas; 5% não responderam.

A percepção de que as medidas são eleitoreiras é maior entre os eleitores de Lula (PT): 84% dizem que os benefícios são para ajudar na reeleição do presidente e apenas 10% afirmam que são para ajudar as pessoas.

Entre os que votam em Bolsonaro, a tendência é oposta, 70% acreditam que as medidas econômicas foram criadas para auxiliar a população, enquanto 25% veem os benefícios como eleitoreiros.

Ao mesmo tempo, a maioria dos eleitores, 58%, entende que Bolsonaro é o responsável pelo Auxílio Brasil; 9% afirmam que é o Congresso, enquanto 24% não sabem ou não responderam.

Impacto do Auxílio Brasil

O novo valor do Auxílio Brasil, que subiu de R$ 400 para R$ 600, não é sentido como uma grande melhora para parte da população. A pesquisa mostra que 40% dos brasileiros entendem que o aumento melhor pouco a vida da família, enquanto 22% disseram que não impacta. Outros 36% afirmam que o novo valor melhor muito a situação.

No recorte de renda, para quem ganha até dois salários mínimos, 37% dizem que a melhora é grande, enquanto 39% afirmam que o aumento de R$ 200 melhora pouco a situação. Outros 23% não veem impacto.

Entre os que ganham de dois a cinco salários mínimos, 36% veem uma melhora significativa e 40% dizem que a situação melhora um pouco; 21% afirmam que não há impacto.

Para os que ganham mais de cinco salários mínimos, 46% veem pouco impacto e 32%, muito. Outros 21% afirmam que não impacta.

O levantamento ouviu 2 mil pessoas entre os dias 11 e 14 de agosto por meio de entrevistas face a face. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O registro no TSE é o BR-01167/2022.

Qual a data das Eleições 2022?

O primeiro turno das eleições será realizado no dia 2 de outubro, um domingo. Já o segundo turno – caso necessário – será disputado no dia 30 de outubro, também um domingo.

Veja a ordem de escolha na urna eletrônica nas Eleições 2022

  1. Deputado federal (quatro dígitos)

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