7 de setembro: Bolsonaro diz que ruptura democrática “pode se repetir”

Bolsonaro fez nova ameaça à democracia neste 7 de setembro (EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Bolsonaro fez nova ameaça à democracia neste 7 de setembro (EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
  • Antes da celebração do 7 de setembro, Bolsonaro admitiu possibilidade de ruptura democrática

  • Ele citou momentos de ruptura e afirmou que "a história pode se repetir"

  • Apoiadores do presidente também entoaram manifestações antidemocráticas em Brasília

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a ameaçar a democracia no início das celebrações da Independência do Brasil, nesta quarta-feira, 7 de setembro, em Brasília.

Durante café da manhã no Palácio da Alvorada, ao lado de parlamentares, ministros, empresários investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), além do pastor Silas Malafaia, Bolsonaro afirmou que a "história pode se repetir" ao citar momentos de ruptura democrática.

"Quero dizer que o brasileiro passou por momentos difíceis, a história nos mostra. 22, 35 [Intentona Comunista], 16, 18 e agora, 22. A história pode repetir. O bem sempre venceu o mal", declarou, segundo a Folha de S.Paulo.

Entre as datas citadas pelo presidente, estão o ano de 2016, quando a então presidente Dilma Rousseff (PT) sofreu impeachment, e as eleições de 2018, quando Bolsonaro foi alçado à Presidência da República, e de 2022, na qual o presidente aparece atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas.

"Estamos aqui porque acreditamos no nosso povo e o nosso povo acredita em Deus. Tenho certeza que com perseverança, fazendo aquilo tudo que pudermos fazer (...), continuaremos nos orgulhando do futuro que deixaremos para essa criançada que está aí", completou.

Momentos depois, Bolsonaro concedeu breve entrevista à TV Brasil, na qual voltou a utilizar a data como forma de impulsionar sua candidatura.

"O povo brasileiro que hoje está indo às ruas para festejar 200 anos de Independência e uma eternidade de liberdade, o que está em jogo é a nossa liberdade, é o nosso futuro. E a população sabe que ela é aquela que nos dá o norte para nossas decisões", afirmou.

Manifestantes exibem mensagens antidemocráticas

O início das celebrações em Brasília foi marcado por manifestações antidemocráticas também por parte dos apoiadores de Bolsonaro, que compareceram ao desfile militar.

Foram muitos os cartazes pedindo intervenção militar, o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF), o voto impresso, entre outras pautas constantemente entoadas por Bolsonaro.

"Presidente Bolsonaro, acione as Forças Armadas para restauração da ordem", dizia um cartaz. "Presidente: ative as Forças Armadas e faça uma intervenção democrática", apontava outra, escrita em inglês.