7 de setembro: Bolsonaro e Michelle tiveram bate-boca antes de discurso; entenda

Bolsonaro e Michelle tiveram discussão durante desfile de 7 de setembro (EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Bolsonaro e Michelle tiveram discussão durante desfile de 7 de setembro (EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
  • Jair Bolsonaro teve um desentendimento com a esposa, Michelle Bolsonaro, em Brasília

  • Discussão foi sobre o papel da primeira-dama ao lado do presidente no desfile de 7 de setembro

  • Relação entre Bolsonaro e Michelle foi destacada por ele em discurso na capital

O presidente Jair Bolsonaro (PL) aproveitou a celebração de 7 de setembro em Brasília, nesta quarta-feira, para fazer um discurso de campanha na Esplanada dos Ministérios.

A fala, entre outros pontos, ficou marcada por elogios à esposa Michelle Bolsonaro, em detrimento da mulher de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Janja, e um beijo do casal.

Momentos antes, porém, Bolsonaro e Michelle foram flagrados pela TV Brasil em meio a um bate-boca quando deixavam o Palácio da Alvorada rumo ao desfile militar.

O áudio da discussão não foi captado, mas assessores de Bolsonaro contaram à coluna de Bela Megale, no jornal O Globo, que o assunto era a participação de Michelle nas festividades.

Segundo a jornalista, a primeira-dama vinha, há semanas, se mostrando resistente à possibilidade de acompanhar Bolsonaro no veículo de luxo, um Rolls-Royce, em que ele desfilaria na parada militar.

O presidente, porém, queria a companhia da esposa, insistiu e acabou a tendo ao seu lado, junto de diversas crianças, em meio ao desfile.

O discurso de Bolsonaro

O discurso do presidente, aliás, ficou marcado pelo machismo ao pedir que o público entoasse com ele o coro de "imbrochável" e sugerir que as pessoas "comparassem as primeiras-damas", em alusão à esposa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Janja.

Em outro trecho da fala, Bolsonaro prometeu que vai "jogar dentro das quatro linhas da constituição" até a eleição, mas, momentos antes, chegou a admitir a apoiadores que uma nova ruptura democrática "pode se repetir".