7 de Setembro: Oposição terá que comprovar que Bolsonaro usou atos para campanha

Bolsonaro nega ter misturado atos cívicos com eleitorais no feriado de 7 de Setembro - Foto: REUTERS/Ricardo Moraes
Bolsonaro nega ter misturado atos cívicos com eleitorais no feriado de 7 de Setembro - Foto: REUTERS/Ricardo Moraes
  • Partidos terão que comprovar que Bolsonaro usou 7 de Setembro para campanha eleitoral;

  • Oposição entrou com ações contra o presidenciável no TSE;

  • Segundo o órgão, imagens e relatos não são suficientes.

Os partidos de oposição terão que comprovar, com apresentação de provas, que Jair Bolsonaro (PL) transformou as comemorações do 7 de Setembro em um ato de campanha eleitoral. Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), as imagens anexas dos atos não bastam, já que as investigações demandam documentação concreta.

Nesta quinta-feira (8), o PDT apresentou uma ação solicitando que o presidenciável seja declarado inelegível por oito anos. Outro documento, pedindo que Bolsonaro seja impedido de usar as imagens dos atos em campanha eleitoral, foi assinado pelo Solidariedade, Psol, Rede, PSB e Avante. Soraya Thronicke, candidata ao Planalto pelo União Brasil, também entrou com uma ação similar. O PT deve apresentar seu pedido nesta sexta-feira (9).

Conforme informado na coluna de Valdo Cruz, do g1, os casos serão analisados pelo corregedor eleitoral do TSE, ministro Benedito Gonçalves, que assumiu o posto nesta semana.

Situações anteriores

Integrantes do TSE apontaram que, em 2018, a oposição entrou com pedidos de impugnação e cassação do mandato de Bolsonaro sob o pretexto de que ele usou a seu favor a disseminação de mensagens falsas em campanha eleitoral.

Entretanto, não foram anexadas provas de que as operações foram comandadas pelo comitê do candidato, impedindo que fosse impunido. Por isso, é necessário que os partidos ofereçam provas de que houve uma “mistura” entre os atos cívicos e eleitorais, o que desequilibraria o processo eleitoral e configuraria abuso de poder político e econômico.

Bolsonaro nega as acusações. Segundo ele, todas suas despesas foram pagas com seu dinheiro e houve uma “separação clara entre o ato cívico-militar e o ato lá de fora”. Em sua live semanal, ele negou ter feito ameaças ou cometido machismo.

Durante os festejos, o candidato pediu que as pessoas comparassem primeiras-damas, ressaltando a sua esposa, Michelle Bolsonaro, a quem chamou de "uma mulher de Deus" e "princesa", pediu votos, reforçou discursos conservadores e atacou adversários políticos, como Lula (PT).

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