7 de setembro: STF é escolhido como vilão em ato ‘desmascarado’ em SP

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(MIGUEL SCHINCARIOL/AFP via Getty Images)
(MIGUEL SCHINCARIOL/AFP via Getty Images)

O STF (supremo Tribunal Federal) foi escolhido como vilão dos apoiadores do presidente da república em ato na avenida Paulista nesta terça-feira (7). Faixas pedem o impeachment da corte, a deposição de 10 dos 11 ministros, e a instituição de um Tribunal Constitucional Militar.

O principal alvo dos manifestantes, que ocupam cerca de seis quadras da mais famosa avenida da capital paulista é o ministro Alexandre de Moraes, que acusado por eles de cercear a liberdade de expressão ao determinar a prisão de figuras como Roberto Jefferson e O deputado federal Daniel Silveira.

Silveira ficou famoso ao aparecer nas redes sociais quebrando uma placa de rua com o nome da vereadora Marielle Franco, assassinada sob suspeitas de envolvimento da milícia no Rio de Janeiro em 2018.

Em um momento de pandemia em que o Brasil vem melhoras nos números de casos e mortes causadas pela COVID-19, mas especialistas pedem atenção a variante Delta e ainda baixa imunização completa da população, boa parte dos manifestantes não vem observando o uso de máscaras mesmo em meio à aglomeração.

Outras reivindicações comuns são os pedidos de intervenção militar, a criminalização do comunismo – outra acusação que recai sobre o STF – e a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Bolsonaro discursa em Brasília e ataca o STF

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) usou de espaço em carro de som na Praça dos Três Poderes, em Brasília, neste 7 de setembro para ameaçar indiretamente e sem citações o Supremo Tribunal Federal. Ele voltou, como já havia feito ao longo da semana, a afirmar que "quem age fora da Constituição ou se enquadra ou pede pra sair".

"Ou o chefe desse poder enquadra o seu ou esse poder pode sofrer aquilo que nós não queremos. Que nós valorizamos e reconhecemos e sabemos o valor de cada poder da República. Nós todos aqui na Praça dos Três Poderes juramos respeitar a nossa Constituição. Quem age fora dela se enquadra ou pede pra sair", afirmou o presidente em discurso inflamado.

Atos em Brasília começaram com violência

A manifestação pró-Bolsonaro em Brasília neste 7 de setembro começou com confusão. Manifestantes portando bandeiras com dizeres golpistas, pelo fechamento do STF e do Congresso, entraram em confronto com a polícia ao tentar retirar grades que protegem os prédios públicos.

O confronto entre os manifestantes e os policiais militares aconteceu na altura da Praça dos Três Poderes. Após a tentativa de retirada da grade para invasão dos prédios públicos, os PMs usaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.

No Rio, atos também miram principalmente no STF

Em ato a favor de Bolsonaro, manifestantes sem máscara, exibiram faixas e vestiam camisa verde e amarela ocupando as duas faixas da Av. Atlântica, na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro.

A caminhada começa no posto 4 e vai até o 5, quase ninguém usava máscara e houve aglomeração. Eles pedem a prisão e saída dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), voto auditável (derrubado no Congresso), intervenção militar e marcha da família com Deus pela liberdade, pautas inconstitucionais que ferem a democracia.

Presidente abriu dia com discurso no Alvorada

Bolsonaro abriu o dia com discurso transmitido em suas redes sociais no qual deu recado para seus apoiadores que prometem ir às ruas em todo país nesta terça-feira para demonstrar apoio popular ao governo.

Nosso País não pode continuar refém de uma ou duas pessoas, não interessa onde elas estejam. Esta uma ou duas pessoas ou entram nos eixos ou serão simplesmente ignoradas da vida pública. Este é o meu trabalho”, disse Bolsonaro no discurso que aconteceu dentro do Alvorada.

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