76% dizem já estar totalmente decididos sobre voto a presidente, segundo Datafolha

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 28.08.2022 - Debate entre candidatos à Presidência da República em parceria com Band, Folha de S.Paulo e TV Cultura, em São Paulo. (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 28.08.2022 - Debate entre candidatos à Presidência da República em parceria com Band, Folha de S.Paulo e TV Cultura, em São Paulo. (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A um mês do primeiro turno, a convicção dos eleitores sobre o voto atingiu o maior patamar nas pesquisas Datafolha. O novo levantamento do instituto mostra que 76% dos entrevistados já estão decididos sobre a escolha e 24% respondem que ainda podem mudar.

A certeza permanece ainda mais elevada entre os que optam por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL): 83% dos que apoiam o petista se consideram totalmente decididos a votar nele, e 84% dos que estão com o presidente se dizem certos da opção que fizeram.

O novo levantamento foi feito entre terça (30) e esta quinta-feira (1º). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa, contratada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, ouviu 5.734 eleitores em 285 municípios e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00433/2022.

O patamar de Lula é idêntico ao da rodada anterior do levantamento, feita há 15 dias. Já o de Bolsonaro variou positivamente, indo de 80% para os atuais 84%. Os percentuais confirmam o afunilamento da disputa entre os dois adversários, com militâncias fiéis.

O ex-presidente lidera a corrida ao Planalto, com 45% das intenções de voto no primeiro turno, seguido pelo atual mandatário, com 32%. O terceiro colocado é Ciro Gomes (PDT), com 9%.

De acordo com a pesquisa, o eleitorado de Ciro continua parcialmente volátil, com uma fatia maior que admite reconsiderar o voto no pedetista. No entanto, o percentual convicto cresceu na comparação com agosto.

Se antes 35% se declaravam plenamente decididos a votarem no ex-ministro, agora são 42%. A taxa dos que podem migrar para outro candidato, por consequência, caiu -de 64% para 57%.

Entre eleitores de Simone Tebet (MDB), que pontua 5% no quesito intenção de voto, 51% pretendem manter a escolha, e 48% ainda podem mudar.

Observado o histórico geral da pergunta sobre certeza em relação ao voto, a tendência de cristalização da escolha se acentuou desde julho. Naquele mês, 71% se diziam completamente convictos. O índice saltou para 75% em agosto e atinge agora os 76%.

O Datafolha questionou o conjunto de eleitores que ainda não têm certeza absoluta a respeito de qual nome teria mais chance de receber seu apoio, caso a opção atual seja descartada.

Ciro continua sendo o mais lembrado como "plano B", citado por 23% dos entrevistados voláteis. Bolsonaro seria destinatário de 18% dos votos e Lula, de 17%.

Na rodada anterior, em agosto, o petista aparecia à frente do atual mandatário como alternativa. Ele tinha 20% das preferências, ante 14% do adversário. Agora, Bolsonaro é mais mencionado e está 1 ponto à frente, dentro da margem de erro.

Entre eleitores de Lula que avaliam repensar a escolha, 37% optariam por Ciro e 23% por Bolsonaro. Os de Bolsonaro ainda indecisos iriam em maior proporção (30%) para o candidato do PDT e em menor quantidade (23%) para o representante do PT.

Os de Ciro se dividiriam, majoritariamente, entre Lula (35%) e Bolsonaro (24%). Os de Simone se organizariam assim: 27% para Ciro, 21% para Lula e 20% para Bolsonaro.