77kg de ouro com PMs: Governo de SP quer apuração rigorosa do caso

Polícia Federal apreendeu 77 quilos de ouro com PMs. (Polícia Federal/Divulgação)
Polícia Federal apreendeu 77 quilos de ouro com PMs. (Polícia Federal/Divulgação)
  • Militares foram detidos após pedido da PF

  • Carga de ouro foi avaliada em R$ 23 milhões

  • Suspeitos foram liberados após depoimento

O governo de São Paulo determinou que a Corregedoria da Polícia Militar será a responsável por investigar os 77 quilos de ouro encontrados com policiais na última quarta-feira (4), em Sorocaba. A carga foi avaliada em R$ 23 milhões.

"O Estado agora está fazendo esse levantamento para saber se existe crime, se houve algum uso indevido da aeronave utilizada", declarou o governador Rodrigo Garcia (PSDB).

Dois dos quatro agentes detidos trabalham na Casa Militar, órgão do gabinete do governador de São Paulo, que também é responsável pela segurança do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo.

Enquanto a Corregedoria vai investigar a conduta dos militares, a Polícia Federal será responsável por apurar a origem do ouro. A entidade abriu um inquérito por usurpação de bens da União e receptação dolosa.

Operação conjunta

O grupo foi detido pela Polícia Militar Rodoviária a pedido da Polícia Federal, que informou sobre o pouso de um avião particular suspeito no aeroporto de Sorocaba.

Os suspeitos estavam divididos em veículos, transportando barras de ouro em três malas. Eles foram levados à delegacia da PF em Sorocaba, onde foram ouvidos e soltos. O ouro, a aeronave e os automóveis foram apreendidos para serem periciados.

A polícia informou ainda que o avião não poderia voar porque é objeto de sequestro criminal em outro inquérito policial. As circunstâncias da utilização proibida dela serão apuradas.

Policiais se defendem

O tenente-coronel Tasso afirmou, em nota, que o ouro transportado estava "devidamente documentado" e que "nada de ilegal foi constatado" na fiscalização e ninguém foi indiciado.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que foi elaborado um boletim de ocorrência para averiguação de extração irregular de minério e que o oficial está afastado do trabalho desde dezembro.

Já a Casa Militar informou que afastou imediatamente o sargento e esclarece que o tenente-coronel está afastado desde outubro do ano passado para cumprir licenças pendentes para a aposentadoria.

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