Ação coordenada por grupos bolsonaristas no Telegram e no WhatsApp impulsionou postagens contra Moraes nas redes sociais

Naira Trindade e Natália Portinari
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O ministro do STF Alexandre de Moraes
O ministro do STF Alexandre de Moraes

BRASÍLIA - Tão logo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a imediata suspensão da nomeação de Alexandre Ramagem para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal, grupos bolsonaristas deram início a uma campanha difamatória contra o magistrado nas redes sociais.

Foram disparados memes e informações que tentavam tirar a credibilidade do ministro. Os cards – como são chamados os cartões produzidos para viralizar – mostravam Alexandre de Moraes com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), desafeto do presidente Jair Bolsonaro, e também com o deputado federal Aécio Neves (PSDB), flagrado em um áudio com o empresário Joesley Batista, da J&F, acertando o recebimento de R$ 2 milhões para pagar advogados.

Ordens eram dadas em grupos de apoiadores de Bolsonaro no Telegram e no WhatsApp no sentido de convocar a militância a usar as hashtags #STFditador e #STFVergonhaNacional. Com a mobilização, rapidamente as palavras ganharam destaques nos trending topics do Twitter. As ações coordenadas nesses grupos são, na maioria das vezes, administradas por perfis fictícios.

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