Ação da polícia em Olaria contra quadrilha de roubo de cargas termina com três presos e um morto

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Foto: Divulgação

A Polícia Civil, com apoio de homens da Polícia Militar, realizou uma operação, nesta terça-feira, em Olaria, contra uma quadrilha de roubo de cargas que atua, principalmente, nas zonas Norte e Sul do Rio. Na ação, comandada pela Delegacia de Roubos e Furtos da Capital (DRFC), ao lado de PMs da UPP e do 16º BPM (Olaria), um bandido morreu em confronto e outros três foram presos após terem sido baleados. Entre eles, está o homem apontado como líder do grupo, Wagner Moreira Rodrigues Silva, conhecido como Guinin, que chegou a ter a prisão decretada por ter matado o italiano Roberto Bardella, de 52 anos, no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, há cinco anos, mas teve a queixa retirada à época.

De acordo com a polícia, Guinin e outros dois comparsas, identificados como Patrick da Silva Barros e Allan Souza Chagas trocaram tiros com os agentes, mas foram presos após o confronto. Um outro homem, cujo nome ainda não foi confirmado, mas que também faria parte do bando, morreu no tiroteio. A quadrilha, segundo os investigadores, é oriunda dos morros do Fallet-Fogueteiro e Prazeres, ambos na região central da cidade.

Segundo os investigadores, o grupo se dirigia para um roubo de carga de celulares, quando foi intrceptado pelos policiais. O carro usado pelos bandidos havia sido recém roubado, no último sábado, à plena luz do dia, na esquina das ruas Morais e Silva e Visconde de Cairu, na Tijuca. Na ocasião, a polícia revela que as vítimas relataram que foram abordadas por três bandidos "bastante agressivos" e portando pistolas.

Após a ação, a DRFC constatou que Wagner Moreira Rodrigues Silva, o Guinin, responsável por planejar e executar os roubos da quadrilha, além de ser considerado o chefe do grupo criminoso, chegou a ser apontado pela morte do turista italiano Roberto Bardella, de 52 anos, que, junto com o primo Rino Polato, entrou por engano de moto no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, quando foi baleado. À época, no entanto, a polícia descobriu que Guinin já estava preso quando o crime aconteceu, e Polato, única testemunha da tragédia, acabou voltando atrás em seu depoimento. Na ocasião, o delegado Fabio Cardoso, que era titular da DH da Capital, disse que o italiano acabou se confundindo.

— No momento em que o primo da vítima o identificou, ele estava muito abalado. O rosto de Wagner é muito parecido com o de outros suspeitos. Por isso, ele se confundiu — afirmou Cardoso, na época da tragédia.

A inteligência da polícia apurou também que Wagner, atualmente, era tido como gerente de bocas de fumo do tráfico do Prazeres, além de comandar a quadrilha de roubos. Ele estava preso até dezembro de 2020, quando foi beneficiado pelo indulto de Natal. Foi quando virou foragido da Justiça e voltou a desempenhar práticas criminosas.

O trio preso irá responder pelos crimes de roubo tentado, resistência e associação criminosa. Com eles, foram apreendidos dois revólveres, uma pistola e uma granada, além do veículo que era utilizado na empreitada.