Ação de limpeza termina em confronto na cracolândia em São Paulo

*ARQUIVO* SAO PAULO,  SP - 28.04.2022 - Imagem aérea da Praça Princesa Isabel onde se encontra o novo local do fluxo da cracolândia. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
*ARQUIVO* SAO PAULO, SP - 28.04.2022 - Imagem aérea da Praça Princesa Isabel onde se encontra o novo local do fluxo da cracolândia. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Guardas-civis metropolitanos e policiais militares entraram, nesta terça-feira (10), em confronto com usuários de drogas que se concentram na cracolândia da praça Princesa Isabel, no centro de São Paulo.

À reportagem um inspetor da GCM disse que o episódio teve início durante uma ação de zeladoria, realizada rotineiramente na praça. Segundo ele, as equipes foram atacadas de maneira hostil, com pedras e garrafas. Com isso, diz ele, foi necessária a intervenção.

Nesta tarde, enquanto PMs tentavam controlar usuários, estes ateavam fogo em sacos de lixo nas vias do entorno da praça a fim de evitar o avanço deles. Com escudos, guardas-civis protegiam agentes da prefeitura que removiam barracas espalhadas pela praça.

O confronto levou ao fechamento de vias no entorno da praça e ao espalhamento de usuários de droga pelas avenidas Rio Branco e Duque de Caxias. Pontos de ônibus da região foram depredados.

Segundo a assessoria de imprensa da PM, os policias dão apoio à operação, que é da GCM.

Após anos de tentativas frustradas de autoridades paulistas para pôr fim à chamada cracolândia da região central de São Paulo, principal ponto de concentração de usuários e traficantes de crack na capital, as ruas do entorno da praça Júlio Prestes ficaram desertas no final de março.

Repentinamente, parte da massa de usuários migrou para a praça Princesa Isabel, a poucos metros do primeiro endereço, e o restante fragmentou-se pela cidade. A mudança causou incredulidade e questionamentos.

Para a Polícia Civil, porém, a migração não causou surpresa às equipes que atuam na região porque, segundo ela, a mudança era esperada havia cerca de dois meses, desde que passaram a colocar em prática a terceira e última etapa de atuação no local, com os "pinçamentos" de traficantes no núcleo do "fluxo".

Segundo a Polícia Civil, a estratégia de transformar as ruas no entorno da cracolândia em armadilhas para os traficantes provocou a migração para a praça Princesa Isabel. Ainda de acordo com a polícia, prisões forçaram os traficantes a delegar a venda de drogas aos dependentes químicos do próprio fluxo, chamados "lagartos", que recebiam pequenos valores ou pedras de crack pelo serviço.

Em vez de tijolos de crack como antes, os traficantes passaram a colocar a venda nas barracas pequenas porções de droga para serem comercializadas.

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