Ação policial em Manguinhos deixa mais de mil crianças sem aulas no Rio

Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil

Uma ação contra o tráfico de drogas em Manguinhos, na zona norte do Rio, resultou no fechamento de duas escolas, duas creches e um Espaço de Desenvolvimento Infantil (EDI), deixando 1.327 alunos sem aula. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, 163 alunos do EDI Doutor Antônio Fernandes já tinham sido liberados no final da manhã, quando a unidade foi atingida por tiros, durante um confronto entre policiais militares e traficantes de drogas. A direção da escola, professores e funcionários ainda permanecem no prédio. Ninguém ficou ferido.

De acordo com a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) de Arará/Mandela, policiais estavam em patrulhamento de rotina, por volta das 11h, quando foram recebidos a tiros por vários homens armados na localidade conhecida como Pontilhão. Houve confronto e oito pessoas foram presas. Com os detidos, a polícia apreendeu uma quantidade de maconha e cocaína, além de uma pistola automática. Os presos foram encaminhados à Central de Flagrantes da Cidade da Polícia, onde foram autuados.

Cerca de meia hora depois, homens armados atiraram contra a base da UPP, mas nenhum policial foi ferido. Em protesto, moradores ocuparam a Avenida Leopoldo Bulhões, que dá acesso à comunidade da Mandela, onde fecharam a via nos dois sentidos e um ônibus foi incendiado. A Polícia Militar enviou reforço ao local e conseguiu liberar a pista. O policiamento está reforçado na região e o ônibus queimado está sendo retirado da via.

De acordo com a Federação de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor), do início do ano até agora, 19 ônibus já foram destruídos em ações de protesto na cidade.