Ação que obrigava Fluminense a ter voto on-line nas eleições presidenciais é arquivada pelo Ministério Público

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) decidiu por arquivar a representação que obrigava o Fluminense a implementar o voto on-line em sua próxima eleição presencial, a acontecer na segunda quinzena de novembro. O GLOBO teve acesso ao despacho, que afirma que "os fatos articulados já foram objeto de análise ministerial", culminando assim no indeferimento.

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Na ocasião, um sócio do Fluminense acionou o clube e o presidente Mário Bittencourt na Justiça alegando que fora lesado por uma promessa de campanha não posta em prática. Entre os argumentos, estava a adesão a um plano de sócio-torcedor na certeza de participar do pleito de forma remota. Após análise, a decisão do MP-RJ foi pelo arquivamento. O trâmite corria na 29ª Vara Cível da Comarca da Capital.

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Em 2021, Mário Bittencourt se pronunciou sobre o tema voto on-line e afirmou que, apesar de o assunto ter sido uma das bandeiras de sua campanha, há questões jurídicas que deixam em dúvida a implementação para a próxima eleição presidencial. Segundo o mandatário, há o temor de uma judicialização das eleições, algo parecido com o que tem ocorrido com o Vasco nos últimos anos.

— Nós dependemos de uma interpretação do Estatuto, não de uma alteração. (...) A gente não pode para 2022 é transformar as eleições do Fluminense no que acontece em outros clubes.. E eu falo nominalmente o Vasco, que vem em uma derrocada enorme porque vem de 10, 15 anos de em uma briga desleal, insana, política, que destruiu o clube. Judicialização, urna 7... O Fluminense não tem isso. O que não pode acontecer é as pessoas inventarem uma bandeira que é nossa. A bandeira do voto online é nossa, e que estamos trabalhando para organizar — iniciou Mário:

— No segundo mês de gestão contatamos empresas que podem implementar e que dizem que é possível sim implementar tecnicamente, desde que se tome cuidado com questões de fraude. Nós criamos uma comissão interna para que a gente possa entregar ao Conselho Deliberativo a análise para que não gere judicialização, como de que, por exemplo, eu estivesse me usando do voto online para me manter no cargo. Mudanças feitas na própria legislação correm risco de judicialização. E não queremos correr o risco de transformar a eleição do Fluminense em uma eleição sem lisura, com deslealdade — completou.

A eleição presidencial do Fluminense ocorrerá na segunda quinzena de novembro – a data ainda será marcada. Mário Bittencourt ainda não confirmou a sua participação oficialmente, mas a tendência é que concorra a reeleição. Até o momento, apenas o advogado Adhemar Arrais, de 51 anos, integrante do grupo político "Ideal Tricolor", lançou pré-candidatura.

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