Ações da Apple batem recorde e valor de mercado da empresa chega em US$ 1,1 tri

Felipe Demartini

A Apple voltou a bater recordes de mercado nesta quinta-feira (7), chegando a um valor de mercado de US$ 1,172 trilhão e, por alguns momentos, também atingindo uma marca acima dos US$ 260 por ação por um momento. A valorização é fruto da divulgação de um relatório favorável da Merrill Lynch, com os analistas da empresa mantendo a indicação de compra de cotas da empresa para os investidores.

Os papéis da Apple fecharam o pregão desta quinta com uma valorização de 1,15% e um valor final de US$ 259,43. Nas negociações pré-abertura para este último dia da semana há leve queda, de 0,18%, enquanto a expectativa dos analistas é que o bom desempenho se mantenha, sem grandes altas, mas também sem que a empresa veja baixas nos números obtidos no dia anterior.

Na visão de Wamsi Mohan, analista da Merrill Lynch, as ações podem chegar a US$ 270 em breve, no máximo até o lançamento dos primeiros modelos de iPhone com conexão 5G. A expectativa é que isso aconteça no final do ano que vem, com a já acumulada valorização de 65% nas ações da Apple ao longo do ano se mantendo forte e em crescimento na medida em que o mercado se prepara e, principalmente, mantém a animação sobre o que a empresa está preparando.

De acordo com os números divulgados nesta semana, a Apple teve faturamento total de US$ 64,04 bilhões no terceiro trimestre de 2019, enquanto os ganhos por ação foram de US$ 3,03 no período. As receitas de serviços e dispositivos vestíveis mantiveram os números da companhia em alta mesmo em um período de baixa costumeira nas vendas do iPhone, na casa dos 9%, que antecede a chegada de novos modelos e sempre faz com que os clientes segurem o bolso na expectativa pelas versões do ano.

Basta olhar os números para perceber que a aposta é acertada. Enquanto o faturamento total cresceu 2% em relação ao mesmo período do ano passado, o terceiro trimestre de 2019 trouxe um crescimento de 18% na receita de serviços na comparação com 2018, e de 13% quando colocado de frente com o total do segundo trimestre. Esse montante também já representa quase 20% de todos os ganhos da Apple durante o período.

Enquanto isso, no campo dos wearables, os números são ainda mais brilhantes, com um aumento de 41% nas receitas do segmento em relação ao ano fiscal passado. A chegada de novos modelos do Apple Watch, enquanto os antigos se tornaram mais baratos, alavancaram as vendas e transformaram o segmento em um dos mais interessantes para a companhia e, logicamente, para os investidores.

A visão do mercado é que a companhia está ciente da estagnação no mercado de smartphones e também da concorrência cada vez mais acirrada sofrida por seu principal produto; ao variar o portfólio e investir em setores como entretenimento, finanças e games, ela manteria consumidores ligados, geraria receita e, claro, continuaria lucrando. Com a chegada de uma nova tecnologia móvel, a tendência é que os números do iPhone também se revertam, já que o 5G seria um bom motivo para que os usuários troquem de aparelho.

A Apple não se pronunciou oficialmente sobre os recordes e as marcas positivas, mantendo apenas a colocação feita em seu relatório fiscal, de que o investimento em dispositivos vestíveis e serviços devem continuar na medida em que a estratégia com o iPhone também deve levar a aumentos no atual período. E, pelo jeito, todos vão querer continuar dando uma mordidinha nessa Maçã.

Fonte: Canaltech

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