Ações da B2W sobem mais de 5% e lideram alta da Bolsa, às vésperas da fusão com Americanas

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RIO — Em um dia de volatilidade na Bolsa brasileira, as ações de varejistas se destacavam no início do pregão. liderando as altas do dia. Por volta de 11h55, os papéis ordinários da B2W (BTOW3, com direito a voto) subiam 5,71% e os da Lojas Americanas (LAME3), 4,19%. Os preferenciais da Americanas (LAME4, sem direito a voto) avançavam 3,93%.

As altas ocorrem na véspera da fusão entre as duas empresas, prevista para ocorrer na próxima segunda-feira.

Ainda nesta data, o código de negociação da B2W na Bolsa será modificado para AMER3. E o crédito das ações para acionistas que possuam ações de Lojas Americanas em bolsa feito no dia 21 de julho.

Aqueles que fazem parte da base acionária das Lojas Americanas até o dia 16 de julho terão direito ao recebimento de 0,18 ação ordinária da B2W.

As ordinárias do Magazine Luiza (MGLU3), tinham alta de 1,73%, seguindo a tendência positiva vista no dia anterior.

A Bolsa, por sua vez, apresenta volatilidade no início do pregão, muito por conta do vencimento de opções sobre ações, que ocorre nesta sexta-feira.

No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,16%, aos 127.668 pontos, mas sem mostrar uma direção clara.

Dólar em baixa

O dolar operava em baixa ante o real no início desta sexta-feira, em um dia de agenda mais esvaziada de indicadores econômicos.

Por volta de 11h55, a moeda americana era negociada a R$ 5,0975, baixa de 0,36%.

Uma nova fala do presidente do Federal Reserve, Banco Central americano, Jerome Powell, defendendo os estímulos na economia, na quinta-feira, diminuiu os tremores por uma mudança na política monetária no curto prazo, o que pode deixar o clima dos mercados mais ameno.

Segundo dados do Departamento do Comércio americano, divulgados nesta sexta, as vendas no varejo subiram 0,6% em junho, números acima da expectativa do mercado.

"O dado reforça a tese de volatilidade nos indicadores econômicos na medida em que a reabertura da economia se solidifica", escreveu o estrategista-chefe do banco digital Modalmais, Felipe Sichel, e comentário.

Por lá os investidores já se preparam para a agenda de balanços do segundo trimestre de empresas importantes, na próxima semana.

Entre as preocupações, seguem aquelas relacionadas à variante Delta, que afetaram mercados na Ásia.

Já na cena interna, a expectativa é de menor turbulência política à medida que se inicia o recesso no Congresso Nacional, marcado para começar no dia 18 deste mês.

No entanto, os investidores seguem de olho em novidades, principalmente, relacionadas às mudanças nas propostas de reforma tributária.

“Esperamos uma abertura de viés neutro/positivo para ativo de risco locais, que deverão seguir reféns do exterior em manhã amena no noticiário local”, escreveram analistas da Guide Investimentos, em nota matinal.

Ações

Entre as ações, as ordinárias da Petrobras (PETR3, com direito a voto) cediam 0,69% e as preferenciais (PETR4, sem direito a voto), 0,33%.

As ordinárias da Vale (VALE3) cediam 1,63%.

No setor financeiro, as preferenciais do Itaú (ITUB4) tinham estabilidade e as do Bradesco (BBDC4), queda de 0,52%. As ordinárias do Banco do Brasil (BBAS3) subiam 0,84%.

Bolsas no exterior

Na Europa, as bolsas operavam com direções contrárias. Por volta de 10h30, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres subia 0,16%. Em Frankfurt havia alta de 0,03% e, em Paris, baixa de 0,30%.

As bolsas asiáticas fecharam em baixa. O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, caiu 0,98%. Na China, houve queda de 0,71% e, em Hong Kong, leve alta de 0,03%.

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