Ações da Gol sobem 5%, após anúncio da compra da MAP

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RIO — As ações da Gol sobem 5,04% na manhã desta quata-feira, após anúncio na véspera da compra da MAP Transportes Aéreos por R$ 28 milhões. Com a aquisição, a Gol assume liderança no aeroporto de Congonhas, o mais disputado do país. Os papéis da rival Azul também avançam, na contramão da Bolsa, que iniciou o dia em queda.

A alta das ações preferenciais da Gol (GOLL4, sem direito a voto) refletem o salto da companhia no terminal paulista. Com o negócio anunciado ontem, a Gol ficará não apenas com os slots (alocação de horários de pousos e decolagens de aviões) da MAP, como também como os da VoePass (antiga Passaredo), grupo a que pertencia a MAP.

Os papéis preferenciais da Azul (AZUL4) têm alta de 1,57%. Já o Ibovespa cede 0,07%, aos 129.697 pontos.

No pregão anterior, o índice interrompeu sua sequência de recordes consecutivos, perdendo o patamar dos 130 mil pontos, em um movimento natural de correção.

Juros futuros em alta

Ações de empresas ligadas a commodities perdem valor nesta quarta-feira. As ordinárias da Petrobras (PETR3, com direito a voto) recuam 0,14% e as preferenciais (PETR4) cedem 0,24%.

As ordnárias da Vale (VALE3) têm queda de 0,14%.

O dólar opera com volatilidade. No cenário interno, os investidores digerem dados sobre a inflação. Já no exterior, os mercados estão em compasso de espera para a divulgação do índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos, que ocorre nesta quinta-feira.

Por volta de 10h30, a moeda americana era negociada a R$ 5,04, alta de 0,26%, alternando leves altas e baixas desde o início do dia.

Os juros futuros abriram o dia em alta, após a divulgação dos dados do IPCA de maio acima das expectativas do mercado.

Por volta de 10h50, as taxas dos contratos futuros de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 subiam de 5,12% no ajuste anterior para 5,17%; as do DI para janeiro de 2023 tinham alta de 6,72% para 6,79%; as do DI para janeiro de 2025 variavam de 7,76% para 7,8% e as do DI para janeiro de 2027 estavam estáveis.

Inflação acelera

Segundo dados divulgados pelo IBGE, o IPCA subiu 0,83% em maio em relação a abril. É a maior alta para o mês em 25 anos.

No acumulado de 12 meses até maio, o IPCA teve alta de 8,06%, permanecendo acima do teto da meta do governo, que é de 5,25%.

A divulgação ocorre em meio a expectativas para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) para a definição da taxa básica de juros, que ocorre na semana que vem.

“Esperamos uma abertura de viés neutro/negativo para ativos de risco locais, pela falta de drivers positivos e, inclusive, uma manhã mais fraca para commodities”, escreveram analistas da Guide Investimentos, em relatório matinal.

Bolsas no exterior

Na Europa, as bolsas operam com sinais contrários. Por volta de 09h35, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres cedia 0,40%. Em Frankfurt, havia queda de 0,45% e, em Paris, leve alta de 0,05%.

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única. O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, caiu 0,35%. Em Hong Kong, houve queda de 0,13% e, na China, alta de 0,32%.

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