Ações da Via Varejo despencam até 9% com investigação sobre suposta fraude no balanço

O Globo, com agências
Loja das Casas Bahia em Copacabana, Zona Sul do Rio

RIO - As ações da Via Varejo caíram até 9,2% nesta quarta-feira, para R$ 6,44, no menor nível desde agosto, após a publicação de notícia de que a companhia investigava possíveis fraudes nos seus balanços financeiros. As denúncias surgem quando a varejista passa por uma transição em seu comando, após a volta da família de Michael Klein, fundador das Casas Bahia, ao controle da companhia, cinco meses atrás.

As ações chegaram a entrar em leilão na B3, que acontece quando os papéis registram oscilações bruscas. Depois, recuperaram valor e agora recuam 2,7%, cotadas a R$ 6,90.

As investigações internas foram primeiro noticiadas pelo site da empresa de análises financeiras Suno Research e confirmadas pela Via Varejo. Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia informou que a primeira fase de investigações internas sobre supostas irregularidades contábeis não confirmaram as denúncias anônimas.

A companhia afirmou que as denúncias foram recebidas entre o final de setembro e início de outubro e que montou um comitê de investigação para apurá-las.

“Como resultado dos trabalhos da primeira fase, não foram confirmadas as alegações de irregularidades contábeis contidas nas denúncias, sendo que a segunda fase da investigação ainda se encontra em andamento”, afirmou a Via Varejo.

A empresa não detalhou o conteúdo das denúncias. Segundo publicou a Suno, executivos da Via Varejo teriam contabilizado despesas ordinárias, para manutenção de sua operação, como investimentos. O objetivo seria diminuir as provisões da companhia.

No fato relevante, a Via Varejo afirmou que concluiu preliminarmente que “não existem efeitos materiais às informações trimestrais” que a companhia vai divulgar ainda nesta quarta-feira “em decorrência do apurado até o momento no âmbito da investigação”.