Ações de frigoríficos sobem após liberação parcial de carne brasileira na China e alta do dólar

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RIO — Após a liberação do ingresso na China da carne bovina com certificados sanitários emitidos até 3 de setembro, as ações dos frigoríficos fecharam em alta na Bolsa de Valores.

As ordinárias da JBS (JBSS3), Marfrig (MRFG3), Minerva (BEEF3) e BRF (BRFS3) tiveram altas de 0,57%, 2,67%, 3,68% e 0,89%, respectivamente.

O anúncio foi publicado, nesta terça-feira, pela Administração Geral de Alfândegas da China. O embargo, que já dura 12 semanas, ainda permanece.

Mas a notícia já representa um alívio para os exportadores. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou, nesta terça-feira, que as negociações com as autoridades chinesas estão em andamento. Ela acredita que a situação será resolvida até o próximo mês.

Segundo analistas ouvidos pelo GLOBO, o movimento de alta do pregão não se deve apenas à decisão em si, já que essas empresas possuem capilaridades em outros mercados como a Europa e os Estados Unidos, podendo, assim, arrefecer as perdas com o embargo chinês.

O analista de Research da Ativa Investimentos, Sérgio Berruezo, destaca que a liberação parcial ajuda os frigoríficos mesmo que não represente um movimento extraordinário para os papéis, que vem apresentando performance positiva nas últimas semanas.

— As operações das empresas listadas ficam muito centradas no exterior, sobretudo da Marfrig e da JBS. Mas bem ou mal elas têm operações no Brasil. E essas operações, como podemos verificar no último trimestre, foram prejudicadas em relação ao número de abates e o volume produzido menor.

Para Berruezzo, a expectativa do mercado é que a liberação total ocorra até o início do próximo ano.

Dólar alto tambem ajuda

A valorização do dólar, que subiu 0,27%, negociado a R$ 5,6083 também ajudou no movimento, devido ao perfil exportador das empresas.

— Essas empresas têm exposição ao mercado chinês, mas eles também possuem bastante exposição na Europa e nos Estados Unidos. E elas são exportadoras e com esse movimento de dólar forte, elas acabam se beneficiando da alta da moeda — ressalta o o gestor de renda variável da Galápagos Capital, Ubirajara Silva.

Na mesma linha segue Berruezo:

— Além do perfil exportador, elas têm operações no exterior. No caso da JBS e da Marfrig, a operação principal está nos Estados Unidos e ela produz para o mercado doméstico americano — disse o analista da Ativa, destacando a alta do preço da acrne no mercado americano.

Para Berruezo, os papéis de frigoríficos acabam sendo vistos como boas opções para aqueles investidores que querem se proteger da atual volatilidade no mercado doméstico:

— Quando você está em um cenário muito negativo quanto o atual, é sempre interessante ter esse tipo de empresa, pois elas estão muito relacionadas com o que acontece no exterior.

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