Sthe e Dynho podem desenvolver "transtorno de adaptação" após "A Fazenda 13"

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Sthe Matos e Dynho Alves ficaram solteiros após participarem de
Sthe Matos e Dynho Alves ficaram solteiros após participarem de "A Fazenda 13" (foto: reprodução / instagram @sthefanematos @dynhoalves)

Resumo da Notícia:

  • Após a troca de carinho entre Sthefane Matos e Dynho Alvos, seus pares anunciaram a separação

  • Os peões ficaram cerca de três meses confinados em "A Fazenda 13" e se tornaram cumplices

  • Médico psquiatra Dr. Ervin Cotrik conta quais os transtornos que a 'realidade' pode causar aos envolvidos

Realities show provocam as mais diferentes emoções nos espectadores e ainda mais fortes e intensas nos participantes. Confinados sem informações do mundo exterior e o apoio emocional de amigos e familiares, a necessidade da troca pode ser vital para a permanência no game e foi o que vimos entre Sthefane Matos e Dynho Alves, em “A Fazenda 13”. De forma menos intensa, Aline Mineiro também tem seu relacionamento com Léo Lins com status incerto.

Os peões viveram, na vida real, uma reviravolta. Se há três meses viviam relações saudáveis e duradouras, agora eles estão solteiros após trocas de carinho contínuas dentro da sede do programa, que foram televisionadas ao vivo.

Mas além das diversas críticas que eles estão sofrendo nas redes sociais, é importante debater sobre as consequências que a participação em um programa de confinamento pode causar à saúde mental de seus participantes. “Em uma situação como essa onde existe um fator real, as consequências podem se transformar em um transtorno de adaptação – caracterizado por uma resposta emocional a um evento estressante”, conta o Dr. Ervin Cotrik, médico psiquiatra pela UFRJ-IPUB e pós-graduado em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) pelo CPAF-RJ, onde é professor e pesquisador desde 2010.

E continua: “Caso o participante não tenha nenhum transtorno de base e se inicie os sintomas devido às questões do programa, podemos pensar em algo relacionado ao transtorno de adaptação, que é uma das poucas situações da psiquiatria que fazemos, momentaneamente, correlação com a causa”, explica Dr. Ervin.

O médico salienta que essa é uma das poucas entidades diagnósticas nas quais um evento estressante externo está associado ao desenvolvimento de sintomas: “Em geral, o estressor envolve problemas financeiros, uma doença clínica ou problemas de relacionamento, como pode ser o caso dos participantes do reality show. O complexo de sintomas que se desenvolve pode envolver afeto ansioso, depressivo ou se apresentar com uma perturbação de conduta.”

Além das consequências conjugais, os participantes ainda têm que lidar com inúmeras críticas e “cancelamento” das redes sociais, que tem como prática excluir o indivíduo do círculo social, das relações pessoais e não permitir que as pessoas sigam sua vida sem uma punição, sendo um risco ainda maior para a saúde mental.

Dr. Ervin ainda explica que, por definição, os transtornos de adaptação ocorrem após um estressor, porém nem sempre os sintomas se iniciam imediatamente, podendo decorrer até três meses entre um fator de estresse e o surgimento de sintomas. “Estes nem sempre diminuem assim que o estressor cessa; se ele continuar, o transtorno poderá ser crônico. Porém, com o tratamento adequado, o prognóstico global de um transtorno de adaptação é, em geral, favorável. A maioria dos pacientes retorna ao seu nível de funcionamento anterior em três meses”, conclui o médico.

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