Implantação do 5G no Brasil pode ser adiada em dois meses

Anatel pode adiar por dois meses a implementação do 5G no Brasil
Anatel pode adiar por dois meses a implementação do 5G no Brasil
  • A recomendação veio do grupo que coordena a implantação da tecnologia no país;

  • inicialmente, o 5G estaria em funcionamento nas capitais e no Distrito Federal até 31 de julho;

  • Se for adiado, o prazo passará para 29 de setembro.

O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) foi orientado a adiar em dois meses o prazo para o início do 5G no país. A recomendação veio do Gaispi, que coordena a implantação da tecnologia. O grupo foi criado pela própria Anatel e conta representantes do Ministério das Comunicações e das empresas vencedoras do leilão.

De acordo com o edital do leilão do 5G, a tecnologia deveria estar em funcionamento nas capitais e no Distrito Federal até o dia 31 de julho. Caso a orientação do Gasipi seja aprovada, o prazo passará para até 29 de setembro. Para as demais cidades o cronograma continua o mesmo: implantação gradual até 2022.

O Gaispi afirma que a proposta visa a concessão de prazo adicional para cumprimento das obrigações necessárias à ativação da tecnologia, mas alega que isso não representa, necessariamente, , o adiamento do 5G, mas, sim, a concessão de prazo adicional para cumprimento das obrigações necessárias à ativação da tecnologia. Isso porque, nas capitais onde já houver condições técnicas, o sinal poderá ser disponibilizado antes.

Até o momento, somente o Distrito Federal e 10 capitais do país estão preparadas para o 5G. Apenas Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Natal (RN), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Vitória (ES) estão aptas a receber a tecnologia.

Segundo nota divulgada pela Anatel, a falta de equipamentos para fazer a "limpeza da faixa" de 3,5GHz, que será usada pelo 5G foi o que motivou o Gaispi a recomendar o adiamento. Para implementação da tecnologia, é necessário que as transmissões de antenas parabólicas, que ainda persistem na faixa, sejam transferidas para outra frequência.

"A motivação técnica para adoção de prazo adicional foi a impossibilidade de entrega de equipamentos pela indústria, para a realização da mitigação de interferências nas estações satelitais, no prazo original. A Entidade Administradora da Faixa de 3,5 GHz (EAF) explicou que o lockdown na China, a escassez de semicondutores, as limitações do transporte aéreo e a demora no desembaraço aduaneiro trouxeram impactos ao projeto", disse a Anatel em nota.

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